<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11147259</id><updated>2011-04-22T02:10:55.460+01:00</updated><title type='text'>dr Bakali pergunta a...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bakinterview.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bakinterview.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>dr Bakali</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11147259.post-110963237357301024</id><published>2005-03-01T23:10:00.000Z</published><updated>2006-02-01T18:15:19.816Z</updated><title type='text'>JOHN PERRY BARLOW, O CAUBÓI DO CIBERESPAÇO</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;“O MAIS IMPORTANTE É DEFENDER A FRONTEIRA” &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(153,153,153); TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O «ar» de John Perry Barlow não engana ninguém; ele é o John Wayne do Ciberespaço, robusto, botas de caubói, lenço ao pescoço, barba queimada pelo sol, voz calma e rouca. No seu cartão de visita, logo abaixo do nome, pode ler-se «Cognitive Dissident». Ex-rancheiro (criador de gado, em bom português), letrista dos Grateful Dead, hippie assumido, colaborador eventual da «Wired» e licenciado no estudo de religiões (entre várias outras coisas que pode descobrir em http://www.eff.org/~barlow), Barlow fundou a WELL e, mais tarde e juntamente com Mitch Kapor, a EFF-Electronic Frontier Foundation, dois dos grandes marcos na História das comunicações electrónicas. Apesar das muitas críticas que lhe foram feitas a partir do momento em que se instalou em Washington, a EFF será sempre um bastião irredutível que luta ainda e sempre contra o invasor proteíco. Em Madrid, durante a 5ª CyberConf, sentámo-nos a tomar café e conversar.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ontem afirmou que «a lei é o reverso da ética»...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;John Perry Barlow&lt;/span&gt; -- Não diria que &lt;b&gt;é &lt;/b&gt;o inverso da ética, mas penso que há uma relação inversa entre uma sociedade legalista e valores éticos. Quanto mais uma sociedade depender de leis para gerar ordem, menos provável se torna que dependa da ética. Pessoalmente, acredito mais em valores éticos, prontos a adaptar-se, a mudanças rápidas, e com capacidade de manter uma certa versatilidade em condições como as do ciberespaço, onde é muito difícil determinar quer autoridade, quer coersão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pensa então que o ciberespaço está perto das sociedades primitivas, onde não imperavam leis escritas mas valores socialmente aceites?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;JPB -- Acho que é muito mais semelhante à sociedade pré-industrial a qualquer coisa que temos visto nos últimos quinhentos anos. Quando se pensa no que foram os componentes básicos da construção da sociedade desde a madrugada dos tempos, desde a agricultura institucionalizada, vemos que a propriedade e a definição de espaço físico tornou-se critíca, em tudo o que fizémos. Não podemos definir nem propriedade nem espaço físico no ciberespaço, nem jurisdição, nem identidade, nem outras coisas que são fundamentais à manutenção de ordem baseada em leis. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A melhor e mais concisa definição de ciberespaço continua a ser a sua frase «cyberspace is where you at when you're on the phone». Mas as linhas podem ser cortadas. Ou seja, você defende que não é possível reprimir no ciberespaço. Mas expulsá-lo, cortar-lhe a linha, não é uma forma de coersão?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;JPB -- Absolutamente. E penso que uma das coisas que a sociedade faz, de modo a estabelecer a sanção, é vetar ao ostracismo. E isso parece ser o castigo mais radical. O telefone, que é orientado pelo espaço, uma vez cortado, torna-se difícil a religação. O problema, no ciberespaço, é que se formos cortados num sítio, basta ir a qualquer outro e obter uma nova conta ou acesso. Reaparecer num novo disfarce. Houve um famoso incidente, num MOO chamado Land-the-MOO, onde alguém foi condenado pelos utilizadores do MOO por violação, e oficialmente expulso. Mas há todas as razões para crer que a mesma pessoa física reapareceu como outra pessoa virtual. Mas o comportamento da nova pessoa virtual é algo diferente daquela que foi expulsa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Aprendeu alguma coisa no processo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;JPB --&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Exacto. Mas era impossível mantê-lo afastado, de qualquer modo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Isto é história, Nicholas Negroponte lembrou-o há poucos dias em Bilbau: um ayatola do Irão exigiu que Michael Jackson e Madonna fossem extraditados de modo a serem julgados por crimes contra o Corão. Isto é rísivel...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;JPB -- Isso não é diferente do governo norte-americano declarar a legitimidade de regulamentar o conteúdo de todos os sistemas informáticos do planeta...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas ninguém pensou sequer por um segundo que seria possível extraditá-los para o Irão. Mas na Califórnia fizeram-no com os Thoma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;JPB -- Sim, para Menfis. Há gente no governo americano que está a discutir seriamente a possibilidade de extraditar &lt;i&gt;pornografeiros &lt;/i&gt;do exterior, desde que estes tornem acessível aos Estados Unidos material considerado obsceno. Não há qualquer diferença nisto e no que o ayatola fez. No entanto, não acredito que o CDA (Communications Decency Act) vá entrar na lei. Penso que os juízes de Filadélfia vão deitá-lo para o lixo. &lt;b&gt;(Nota: Isso realmente aconteceu no dia seguinte a esta conversa)&lt;/b&gt;. Mas nunca pensei que chegássemos tão longe. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sabemos que a pornografia é uma das três maiores indústrias americanas (Nota: juntamente com o tráfico de droga e o cinema), e que o seu maior consumo acontece entre os treze e os dezassete anos...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;JPB -- Isso tem a ver com a negação. Debati o assunto ainda há dias com uma senhora que lidera uma associação civil chamada «Enough is enough», e que combate a pornografia online. E eu perguntei-lhe «quando é que viu pornografia pela primeira vez na sua vida?». Respondeu-me ela que «devia ter treze anos». «Mas nessa altura não existia a Web», retorqui. Ela reconheceu mas continuou a insistir, em como não queria que isso continue a acontecer. Eu fui um míudo nos anos cinquenta. E logo que me interessei por esse tipo de material, ele era completamente acessível, existia por todo o lado. Não há razão para acreditar que isso mude. Muitos adultos fingem que isto não acontece. Mas acontece. E não podemos fazer nada. Provavelmente, não deviamos fazer nada. Mas há um fenómeno cultural muito peculiar a acontecer nos Estados Unidos neste momento, que eu chamaria a guerra entre os adultos e as crianças. Mais que qualquer outra coisa, essa guerra é o resultado da ansiedade sobre o sentir que as crianças são muito mais hábeis, mais competentes que os adultos, tecnologicamente falando. E os adultos temem as suas crianças, porque elas são nativas num mundo onde eles são imigrantes. Penso que a questão do terror à volta da pornografia online não passa de um terror à própria Net. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Aparentemente, e mais uma vez lembrando-me de Negroponte, também a população mais idosa está a aderir à Net. Porque, tal como os mais jovens, têm algo que a população activa não possui: tempo. Somos realmente governados por ignorantes digitais?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;JPB -- Sim, penso que iremos ver uma geração isolada, entre os vinte e cinco e os cinquenta e cinco anos. Afortunadamente, tanto eu como você fazemos parte desse grupo etário, mas não somos parte dessa geração isolada &lt;b&gt;(risos)&lt;/b&gt;. Isso recorda-me uma coisa que o Alan Kay me disse um dia: «avós e netos têm uma elo comum e um inimigo comum» &lt;b&gt;(gargalhada geral)&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Já agora, o melhor é falar também da EFF. Vocês atravessaram um período díficil dado o aquartelamento em Washington...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;JPB -- Descobrimos que era uma perda de energias sermos um grupo de lobbying em Washington, dado a dinâmica &lt;i&gt;anti-entendimento &lt;/i&gt;do Congresso. Não vale a pena fazer lobbying junto de gente que não consegue nem pretende entender. E esse é o ponto onde estamos, realmente, no que diz respeito ao Congresso. O Congresso é formado por pessoas que possuiem fortes interesses na preservação do antigo paradigma, mesmo depois deste já não funcionar; e recusam qualquer exposição ao mundo online. Finalmente decidimos que o mais importante que temos a fazer é defender a fronteira. E tentar utilizar os tribunais para assegurar que quem se meta em problemas pelas suas acções no ciberespaço tenha uma possibilidade aceitável e justa de ripostar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É então por aí que vão actuar?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;JPB -- Sim, e pela educação. E pensar também na formação de governantes para o ciberespaço. Só porque os governos do mundo físico não têm uma solução para criar ordem no nosso ecossistema, isso não quer dizer que ela não exista. E temos que pensar nisso, tentar criar o consenso social. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;ligações:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://blog.barlowfriendz.net/"&gt;Barlowfriendz, o blog&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Perry_Barlow"&gt;Biografia de Barlow&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://homes.eff.org/~barlow"&gt;Barlow na EFF&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://homes.eff.org/~barlow/Declaration-Final.html"&gt;Declaração de Independência do Ciberespaço &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11147259-110963237357301024?l=bakinterview.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bakinterview.blogspot.com/feeds/110963237357301024/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11147259&amp;postID=110963237357301024' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963237357301024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963237357301024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bakinterview.blogspot.com/2005/03/john-perry-barlow-o-caubi-do.html' title='JOHN PERRY BARLOW, O CAUBÓI DO CIBERESPAÇO'/><author><name>dr Bakali</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11147259.post-110963286584162260</id><published>2005-02-28T23:17:00.000Z</published><updated>2006-02-01T17:16:50.860Z</updated><title type='text'>ROY ASCOTT:  A REALIDADE ESTÁ EM SALDO!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="COLOR: rgb(153,153,153); TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando Roy Ascott tomou a palavra no auditório do Centro Cultural de la Villa, pouco passava do meio-dia de quinta-feira (dia 19), nada me havia preparado para o impacto&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;do seu discurso, potente como uma bomba de várias megatoneladas, avassalando-me os neurónios. Stephen Dawnkins, a física quântica e os «wormholes» serviram-lhe para denunciar um futuro que andamos longe de imaginar, entretidos com as nossas páginazitas de web e outras corriqueirices. A realidade está, hoje mais que nunca, a ser posta em causa; e um dos trabalhos mais importantes para que nos seja possível apreciar o futuro em consciência, é a urgente reciclagem das velhas ideias platónicas e/ou mecanicistas.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;Talvez até Einstein esteja errado. Vários físicos defendem que será possível utilizar os «wormholes» para percorrer distâncias imensuráveis no universo. Afinal, isso é o que todos os dias fazemos nos web-browsers, ao clicar numa link.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;O espaço e o tempo estão em mudança,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;o nosso cérebro está em mutação. &lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Encontrei-me com Roy Ascott no dia seguinte, no seu hotel, e fomos mais à conversa do que a uma entrevista. Ex-artista-plástico, «convertido» à arte telemática no início dos anos oitenta, Ascott é um dos pioneiros da exploração das potencialidades da Internet. E começou assim: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ando cada vez mais preocupado com o impacto da cultura massificada na Internet; que lhe suceda o mesmo que sucedeu à televisão...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Penso que podemos dizer, com alguma margem de segurança, que isso é tão problemático na cabeça dos grandes operadores, tanto quanto para nós, participantes e comentadores. Não é certo e seguro que eles consigam controlar a largura de banda ou que consigam ser eficazes na Net. E isso é assim porque o público respondeu, de um modo muito rápido, à ideia de comunicação pessoal, de emissão &lt;b style="FONT-STYLE: italic"&gt;(broadcasting)&lt;/b&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; &lt;/span&gt;pessoal. É um meio muito interactivo e isso foi entendido logo desde o início. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Claro que as grandes corporações, tal como o são agora a Compuserve e a American Online &lt;b style="FONT-STYLE: italic"&gt;(AOL)&lt;/b&gt; e assim por diante,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;entenderam desde logo que, para ganharem os seu dinheiro como grande corporação, tinham que vender a ideia do poder individual na Net. E essas vão ser as grandes corporações no futuro, do meu ponto de vista. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No entanto, e em segundo lugar, penso que poderemos esperar o ataque -- porque eu vejo-o, realmente, como uma manobra militar -- das grandes corporações, mas não desse modo que dizias porque eles sabem que a tentativa de controlar a network seria estúpido. O que eles fazem é controlar a educação numa fase muito jovem, porque o que aqui é importante é o comportamento, a atitude das pessoas, em relação à Net. Nós já estamos prontos para o media interactivo na forma de CD, sabemos que as pessoas têm comportamento navegatório &lt;b style="FONT-STYLE: italic"&gt;(navigational behaviour)&lt;/b&gt;, sabes, prontos a partir e sabendo como utilizá-lo. Mas que esperamos nós ver como reforço da visãodo mundo? Não pretendo que seja uma vasta conspiração mundial, mas pela simples natureza do ser humano, assistiremos a um reforço das velhas visões do mundo nestes novos CDs, nestas novas formas de arquivo interactivas. As crianças estão a apanhar, já desde o princípio, um conjunto de atitudes que se forem adquiridas, serão ainda inibitórias do uso criativo da Net. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O modo cru é dizer que os media emissores compram tempo ou largura de banda ou o que quer que seja para invadir a Net, mas eu penso que eles são suficientemente inteligentes para perceber que não ganhariam com isso. Mas se eles conseguirem convencer os miúdos na escola -- que é a razão porque vemos tantos programas de multinacionais generosamente doando fundos para CDs e trabalho online -- é porque esse é o modo de reforçarem a visão do mundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Há ainda outra questão -- que não é apenas a da comunicação, a capacidade que se abre -- mas a desta mudança desde o utilizar media de comunicação -- pintura, televisão, ou o que quer que seja -- para o utilizar como meio de expressão, que tem sido o conceito ocidental da arte: auto-expressão &lt;b style="FONT-STYLE: italic"&gt;(self-expression)&lt;/b&gt;. Auto-expressão, mas sempre dentro de um enquadramento que é dado, a visão do mundo que é dada (isto é mais ou menos assim: podes expressar-te livremente desde que dentro dos pârametros tal como vemos o mundo); a mudança disso para o que pode ser realmente revolucionário: permitir às pessoas construir a sua realidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Isto é, em minha opinião, a realidade está em saldo. A fisíca quântica mostra-o, a biologia mostra-o: a realidade está para ser redefinida. E este é um momento maravilhoso, penso, porque coisas como a Net, estes novos meios de comunicação, os sistemas digitais, oferecem-nos a possibilidade de estarmos envolvidos na construção da realidade, em vez de apenas a receber. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Como é que fazemos com que todos entendam que podem sentar-se no lugar do condutor? Isto é que torna o momento importante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por vezes volto à ficção científica, e encontro aí ideias como... esta mudança da auto-expressão para um pensamento colectivo, de uma comunidade que está online e assim participa colectivamente no pensar e no fazer; é como a telepatia. (Dissertação sobre o «The Andromeda Strain» de Phillip K. Dick). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu utilizo a palavra hipercórtex. Num certo sentido, somos também parte de um hipercorpo. Acho que estamos, realmente, a mover-nos na direcção dessa mudança paradigmática. Mas é importante frisar que a fase actual da tecnologia digital é muito transitória, é muito limitada; não é o fim do jogo, de modo algum. A Realidade Virtual, p.e., é abusada, é tratada com imenso respeito, mas é apenas um meio de continuar o velha visão do mundo. O espaço em que é construída é um espaço renascentista, e o mundo é visto em termos de superficies! A RV é apenas o estádio experimental &lt;b style="FONT-STYLE: italic"&gt;(the test bed)&lt;/b&gt; daquilo que virá a ser verdadeira revolução, e que será a nanotecnologia, a engenharia genética, o relacionamento de sistemas neuroartificiais com sistemas humanos, isso sim é... profundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas sim, há modelos na ficção científica. A FC é arte, e como tal encontra-se aí tudo. O escritor que prefiro é um homem chamado&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;Egan. O que ele faz é levar para bordo ideias da fisíca quântica, ideias do colapso da onda &lt;b style="FONT-STYLE: italic"&gt;(wavefront)&lt;/b&gt; em momentos de connsciência, e explorar as implicações disso; explorar, p.e., na Realidade Virtual, como é que alguém poderá downloadar&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;experiências cognitivas em sistemas artificiais de RV e como é que nós, como indivíduos, nos podemos relacionar com nós mesmos. Gosto muito destas coisas, e encontro muito alimento nessa escrita. Mas agora tantas dessas fantasias são reais: o biochip, o computador molecular, primitivo como é, é uma realidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Existe uma urgência. Comecei a trabalhar em redes em 1980 -- foi a primeira intervenção numa grande rede -- e comecei como um artista, se é que me compreendes, pensando «isto é uma coisa minha, faço-o como quero e vou andando». Agora, sinto, por todos nós, uma enorme responsabilidade, à medida que brincamos com estas coisas. Não quero soar pomposo, mas é mais que arte; há mais em jogo, agora, em cada movimento que fazemos. Por isso me preocupo com o modo frívolo como a Realidade Virtual está a ser usada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Estamos a voltar à noção «primitiva», de ser como indivíduo mas igualmente como uma parte de um colectivo. Mas esse movimento não tem a mesma velocidade em todos os sítios. Ontem o Derrick de Kerckhove falou do «Virtual Tourist» como um exemplo máximo da arte nas redes. Mas quando browsamos para lá e vamos ao continente africano, o que vemos é um imenso Sahara com meia dúzia de servers na África do Sul. Que fossos podemos esperar na Aldeia Global?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Há uma série de coisas aí. Primeiro, e em relação à expansão e acessibilidade da Net, o demótico em si mesmo garantirá que o mundo todo ficará telematicamente ligado. Se olhar para o transistor -- o transistor de rádio -- duvido que haja algum local do mundo onde ele não esteja presente. Sabemos porquê: é um instrumento político poderosíssimo, etc. O demótico vê o mundo do mesmo modo. Tudo pelo que espera neste momento é pelo dinheiro digital. Uma vez que a criptação seja absolutamente segura -- nunca o será, isto é, desde que eles achem que o podem fazer -- não haja dúvidas que «eles» -- eles sendo as grandes corporações, o mercado em todas as suas formas -- alcançarão toda a gente. Porque sabes como é o mercado, se alguém te disser: «se fizeres isto ou aquilo receberás um tostão» tu respondes «um tostão? vá-se foder». Mas o mercado nunca diz isso. Sé é um tostão, é um tostão em todo o mundo. Não interessa quão pobre é a gente, basta olhar para Nova Iorque -- sabes (risos) é o microcosmo do mundo -- há ali gente pobre para além do que é credível; o mercado ainda assim está lá, o McDonalds está lá. Por isso a telemática também lá estará. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em segundo lugar, penso que o fosso é falso. Há realmente um fosso... regressemos à telepatia de que me estavas a falar; quase toda a gente que conheces, em qualquer parte da sociedade, se&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;os apanhares nas circunstâncias certas, e lhes disseres «já alguma vez teve uma experiência telepática? Já alguma vez sentiu que a sua avó estava a morrer, o seu cão?» eles responderão «sim. Mais ou menos». É o mesmo que o conhecimento do eu. Nós tratamos os vários eus, sobretudo desde o século XIX, como esquizofrenia. Mas toda a gente entende, se realmente os apanharmos na ocasião certa, «você, seguramente, não acredita que é só uma pessoa!? Que conhece a sua própia sexualidade? Os seus pensamentos sobre o mundo?» Nós temos várias posições, somos vários eus. E até interpretamos vários eus: para a esposa, para a amante, para o filho, para o patrão. Nós somos, afinal, comunicar com as pessoas, unificados por esta complexidade do eu. Por isso sou optimista em relação ao modo como os meus colegas artistas estão a responder a estas novas tecnologias. Há muito interesse na identidade, no ser &lt;b style="FONT-STYLE: italic"&gt;(selfhood)&lt;/b&gt;, na telepresença. Estou optimista porque penso que isto trará à nossa cultura maior compreensão sobre a complexidade do eu. Estamos a rolar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Para terminar, fale-me dos seus projectos actuais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O que neste momento me interessa é arquitectura, a arquitectura inteligente. Parece-me que há pouco a fazer, como artista, na biotecnologia -- ainda está ao nível dos pixels -- a partir do momento em que conseguirmos traduzir pixels em moléculas, aí é onde eu quero estar. Mas de momento, a área onde melhor podemos actuar é a do interface, a questão da habitação &lt;b&gt;(housing)&lt;/b&gt; nesta inter-realidade, entre realidade material e a virtual -- não a tecnologia da RV, mas num sentido lato. Habitação e arquitectura urbana, nesta mutação paradigmática de que antes falei, é muito interessante. Neste momento estou a lidar com o assunto apenas teoricamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No meu centro de pesquisas, no País de Gales, estou a lançar um apelo ao financiamento para um concurso internacional da casa inteligente. Quase todo o trabalho que tem sido feito nesta área é-o através da Realidade Virtual; não foi construído materialmente, e eu quero estimular actividade nesse sentido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Parece-me que os artistas estão em fuga massiva da superfície para a tridimensionalidade...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A pintura, como o teatro ou o cinema, tem o seu lugar. Nada os pode substituir. Mas o que penso que já não é válido é a pintura de representação. Isso é estúpido e ideologicamente perigoso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Estou a trabalhar num projecto chamado A Arca Telemática, partindo da premissa de que há um dilúvio de dados &lt;b style="FONT-STYLE: italic"&gt;(data deluge)&lt;/b&gt;; a inundação é de dados e está a afogar o mundo. A questão é, o que iremos nós salvar? O que levaríamos connosco para bordo e o que transportariamos como sementes. Noé levou todo um conjunto de sementes para plantar; as nossas seriam: a vida artificial, nanotecnologia, esse tipo de coisas. Quero construir esta Arca como um web-site,&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;provavelmente numa universidades. A ideia é ter pessoas a irem até às margens da Net, para além da Net, e descobrirem o que é que querem guardar. Vale a pena guardar? E como? E todas as questões de arquivo seguir-se-ão, etc.&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;ligação:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://people.i-dat.org/detail/?ra"&gt;Biografia de Roy Ascott &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11147259-110963286584162260?l=bakinterview.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bakinterview.blogspot.com/feeds/110963286584162260/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11147259&amp;postID=110963286584162260' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963286584162260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963286584162260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bakinterview.blogspot.com/2005/02/roy-ascott-realidade-est-em-saldo.html' title='ROY ASCOTT:  A REALIDADE ESTÁ EM SALDO!'/><author><name>dr Bakali</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11147259.post-110963045405715435</id><published>2005-02-28T22:36:00.000Z</published><updated>2005-02-28T22:45:45.983Z</updated><title type='text'>ANDY CAMERON: O SENHOR ANTI-ROM</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;color:grey;"&gt;Andy Cameron é um dos mais destacados investigadores e autores no campo das artes interactivas (assim no plural, para facilitar). Fundador do Hypermedia Reseach Centre da Universidade de Westminster (Londres) e do grupo Antirom nos idos de 1994, Cameron assumiu desde sempre a faceta exploratória do seu trabalho no domínio da interactividade, procurando verificar como esta funciona em termos de linguagem e que novos modelos de experiência suscita. O grupo Antirom (http://www.antirom.com) para além da presença em festivais -- o Sonar de Barcelona e o Festival de Cinema de Roterdão, p.e. -- como colectivo artístico, produz trabalhos de natureza comercial para clientes como a Levi Strauss. Recentemente, os Antirom acrescentaram vários projectos individuais ao seu conceito de intervenção, liderando Andy Cameron o &lt;a href="http://www.romandson.com"&gt;Romandson&lt;/a&gt; um estúdio que trabalha com animação, música e instalação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;color:grey;"&gt;Das «mãos na massa», Cameron tem produzido alguma teoria sobre a relação entre a forma cultural dominante -- a narrativa -- e a tecnologia da interactividade (aconselha-se a leitura do ensaio &lt;a href="http://ma.hrc.wmin.ac.uk/ma.theory.3.2.db"&gt;«Dissimulations»&lt;/a&gt;. Uma das pedras basilares da argumentação de Cameron é que existe uma contradição incontornável na ideia de «narrativa interactiva», algo que o ouvi explicar há uns quatro ou cinco anos atrás, em Montecarlo, desta forma: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;color:grey;"&gt;«estórias e interactividade não parecem misturar-se muito bem. Talvez seja necessário enfrentar o facto de que jogos e estórias são estruturadas fundamentalmente de modos diferentes, e que a interactividade é para os jogos, não para as estórias».&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;color:grey;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;color:grey;"&gt;Aproveitando a sua passagem por Lisboa para realizar um workshop no CEM-Centro em Movimento dedicado a estas questões, atirámo-nos à conversa com Andy Cameron, exactamente com uma revisão da matéria dada, não fosse ele ter mudado de ideias entretanto.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;              &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"&gt;A.C. -- A narrativa (storytelling) possui uma relação específica entre a pessoa que conta as histórias e a audiência que a escuta. A audiência é passiva; tem de escutar; tem que acreditar na autoridade da pessoa que conta e tem de aceitar, mais ou menos, a verdade dos argumentos que surgem da boca do contador de histórias.&lt;br /&gt;Isto é, pois, uma relação formal, uma troca de informação que possui uma relação entre o emissor e o receptor da mensagem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Uma peça interactiva, por definição, é formalmente diferente: a audiência tem uma relação distinta com a peça ou obra. Em vez de aceitar a peça passivamente, ela está comprometida (engaged) descobrindo a informação, explorando a situação ou o info-espaço apresentado. Desse modo, sente que está a criar conhecimento, informação, verdade para si mesma, sem uma intervenção óbvia e indispensável do autor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Não é que eu julgue que as histórias interactivas sejam um erro -- não há aqui qualquer dimensão moral ou política para a questão. Trata-se antes de um problema linguístico formal; dois fenómenos culturais diferentes que têm dois tipos de relações diferentes entre obra e audiência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Se utilizarmos um termo da teoria cinematográfica, podemos dizer que a interactividade tem um tipo diferente de espectáculo (spectatorship) daquele que acontece nos media passivos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;É uma incompatibilidade formal, uma questão linguística.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Mas existe ou não uma quebra da magia (aqui quase no sentido da «aura» benjaminiana) quando integramos o espectador na obra de arte? Quando a autoridade se torna irreconhecível?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;A.C. -- Penso que a magia continua a existir nas representações interactivas. Não vejo porque terá que existir qualquer problema com respostas emocionais, de maravilhamento (marvel) com a interactividade. É preciso notar que muitas das nossas artes interactivas são, de momento, bastante primitivas. Mas mesmo nessas formas primitivas, tal como nos vídeojogos que envolvem acção na primeira pessoa, existe deslumbre. Há uma certa magia no Quake! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O problema entre a interactividade e a arte não tem a ver com conteúdo. Quero dizer, não é sobre o valor; é sobre a relação formal da peça com a audiência e, particularmente, o modo como as pessoas percepcionam o tempo como uma representação. A interactividade coloca-nos no interior do tempo da peça, enquanto na narrativa estamos sempre no exterior da história, como ouvintes de algo que aconteceu antes do tempo em que se conta. Na interactividade, o tempo da revelação, da exploração, é agora. Quando se descobre um facto no media interactivo, é como se fosse descoberto pela primeira vez; agora. Não se fica com a sensação que alguém o preparou meticulosamente. Claro que esta é uma das contradicções do media interactivo: de certo modo, esta liberdade que parece prometer, é completamente ilusória. Sentimos que se explorarmos o espaço num artefacto interactivo estamos realmente a descobrir algo por nós, no tempo em que o fazemos. Isto é uma ilusão, porque alguém preparou este modelo, alguém que pensou neste tipo de possibilidades. Neste sentido, o da ilusão de liberdade, o media interactivo pode paralizar mais eficazmente que um método linear de narrativa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;E, no entanto, essa liberdade, sobretudo nos vídeojogos, não é mais que a boca de um funil…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;A.C. -- Sim, claro. Movemo-nos livremente num espaço enorme mas, no fim, se quisermos avançar, temos de passar por uma porta. Então mais valia ter um corredor. Na verdade é uma linha recta; de certo modo, uma linha recta que engorda no meio mas que acaba por afunilar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Mas esse já não é o caso das simulações, onde o que existe é a situação e não o tempo…&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;          &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;A.C. -- A simulação é mais interessante, mas é preciso abdicar da liberdade. Há pouca liberdade na simulação; podemos mover-nos para aqui e ali, mas não consegimos sair do interior do avião, por exemplo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A simulação pega numa experiência, digamos, estreita (narrow experience) e expande-a de forma a termos alguma liberdade. Mas, como modelo, ainda não conseguimos desenvolvê-la a um estado em que seja realmente surpreendente. É sempre algo muito mecânico, normalmente relacionado com uma dinâmica espacial simples, como vôo, batalha, conduzir… algo que um modelo físico simples consegue atingir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Se tentássemos fazer o que um realizador, um pintor ou um escritor faz, então as simulações não estão à altura. Isto porque a única coisa que podemos simular são as coisas físicas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Gosto de pensar nestas duas palavras em inglês: espaço (space) e situação (situation). Espaço é fácil de fazer, por isso vemos tantos mundos tridimensionais aborrecidos. A situação é, por agora, impossível de realizar, porque exige significados complexos, ambíguos e subtis. Envolve comunicação que está a ocorrer linguisticamente mas também em termos de envolvimento do próprio corpo. Neste momento nem sequer conseguimos fazer a troca linguística: temos que aturar uma representação do computador e ele não pode compreender as ambiguidades e as subtilezas que encontramos numa pessoa (human). E nem consigo vislumbrar o início da solução para estes problemas. Podemos modelar um campo de batalha, ar, movimento através do ar; mas não conseguimos modelar um coquetéil (cocktail party). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Eu estou numa festa e quero falar com aquela mulher. Que faço? Hoje tenho de utilizar o teclado e o computador não consegue lidar com o tipo de significados que eu quero produzir. No «Sim City» podes construir uma central nuclear, mas não ver a vida de uma família que mora ao pé do parque e as crianças a brincar e talvez haja um acidente e uma criança morra. Este nível de complexidade não existe. As simulações são interessantes, mas ainda nem sequer começaram a lidar com os problemas com que os media mais tradicionais lidam naturalmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Nesse caso, como se rodeiam essas limitações de um meio «primitivo»?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;        &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;A.C. -- O que me interessa é a relação da audiência com o computador. E o trabalho da audiência: como tornar-los produtivos, como dar-lhes uma experiência rica. Como criar uma relação activa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Estamos a tentar fazer coisas que interessem imediatamente, que obtenham interacções imediatas a partir do primeiro encontro. Trinta segundos é o que tu tens quando alguém se aproxima da tua peça e, se não as pões a pensar, então perdeste-as. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa a fazer é envolver (engage) as pessoas e o modo de o fazer é mantê-lo simples. Manter a relação entre acção e resposta -- como um media -- não muito óbvia mas rápida. Coisas como a resolução, quer de gráficos ou de som, são menos importantes que esta resposta rápida, algo que aprendemos nos vídeojogos. Não existem regras, excepto experimentar tudo, pensar abertamente, não ter ideias preconcebidas quanto ao que funciona e o que não funciona. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O media interactivo é diferentes das outras formas de arte porque não temos um livro muito grosso com as regras, não temos uma tradição histórica. Muitas coisas vão falhar, por isso temos de julgar severamente o que fazemos. Tudo serve para local de testes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Alguma vez teve a sensação que a tecnologia move-se tão depressa que muitas coisas ficam para trás e são esquecidas antes de lhe explorarmos as verdadeiras potencialidades?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;A.C. -- Se o interesse é alcançar audiências, então iremos trabalhar com computadores. Há ainda muito que fazer. O teclado, por exemplo, tem imensas combinações; toda a gente tem um no escritório; e é um artefacto que ainda não foi explorado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Por falar em teclados -- perdoe a interrupção -- que pensa das coisas que faz John Maeda? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;A.C -- Ele é fantástico! É o precursor (top of the tree). Ele é o meu herói. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Mas continue, s.f.f.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;A.C. -- O tipo de arte que o ZKM costumava fazer e que andava pelas exposições da Alemanha só funciona com Sillicon Graphics, luvas, etc.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E isso não faz sentido. Quer dizer que a audiência será, à partida, restringida pela tecnologia. Deixam-se levar pelo mais recente e poderoso computador, e talvez estejam a esquecer as coisas certas, as coisas simples. Um dos factores que determina isto, porém, é que este é o circuito para onde o dinheiro é canalizado. Uma peça «high profile» tem mais hipóteses de arranjar apoio, e é isso que leva certas pessoas a adaptarem hardware e também software que acabam por tomar a centralidade do trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Perde-se o imediatismo (imediacy) a possilidade de realizar uma experiência de manhã, testá-la à tarde, reflectir em tudo isso durante a noite e recomeçar tudo de novo na manhã seguinte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11147259-110963045405715435?l=bakinterview.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bakinterview.blogspot.com/feeds/110963045405715435/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11147259&amp;postID=110963045405715435' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963045405715435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963045405715435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bakinterview.blogspot.com/2005/02/andy-cameron-o-senhor-anti-rom.html' title='ANDY CAMERON: O SENHOR ANTI-ROM'/><author><name>dr Bakali</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11147259.post-110963174121306774</id><published>2005-02-27T22:53:00.000Z</published><updated>2006-02-01T18:14:15.863Z</updated><title type='text'>MARK FRAUENFELDER &amp; CARLA SINCLAIR: AS MENTES ELECTRÓNICAS E O SUPER ORGANISMO DA INFORMAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;Não, não é um título de um «comic book». Regressemos um pouco no tempo. Madrid, 19 de Outubro. No auditório do Centro Cultural de la Villa, Carla Sinclair, editora da «Boing-Boing», fala descontraidamente dos encontros virtuais entre mulheres e das conversas que elas mantêm em linha. Para os latinos, europeus antigos moldados pelo catolicismo, o discurso é, no minímo, chocante. A conversa de rapazes (à volta de uma imperial) e a conversa de mulheres (na cozinha), são duas instituições centenárias, co-existindo em universos paralelos que, como diz a geometria básica, só no infinito se cruzam. Mark Frauenfelder, editor-associado da «Wired» e, por acaso, marido de Carla, sorri divertido desde a mesa dos conferencistas. Se tivesse um balão de banda-desenhada por cima da cabeça certamente se leria: «Cool!». &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;Como Rafael Lozano iniciara a conferência «Comunidades Virtuais» a dizer que setenta por cento do tráfego na Internet é de conteúdo pornográfico, não admira que a contribuição de Carla Sinclair tenha sido a que mais polémica suscitou, sobretudo da parte da assistência feminina que achou aquilo tudo uma «conversa de galinhas». Carla lá explicou que não, que eram só exemplos para demonstrar a liberdade com que se conversava em linha, mas a imagem da iconoclasta permaneceu. Mark, por seu lado, falou do «Net-journalism» e da democracidade da publicação electrónica. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;Combinámos encontrar-nos os três para um café. O menos que se poderá dizer de Carla &amp; Mark é que são simpatiquíssimos, atacados pelo vírus da costa oeste (S. Francisco, mais rigorosamente) que torna as pessoas blasé e super-descontraídas. Carla fala muito rápido, as frases parecem romper de um vulcão em erupção. Mark foi o primeiro exemplo real de alguém que exclama «Cool!»&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;de trinta em trinta segundos. Parecem ter chegado de um planeta distante -- enfim, talvez nem tanto, muito embora fizessem perguntas do tipo «falava-se inglês em Moçambique?» (uma alusão à minha terra natal) -- e, até certo ponto, algumas das dúvidas e reticências com que os confrontei nem sequer faziam sentido. Eles vivem, já, no mundo electrónico, e nada lhes abala a fé.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;(A conversa do costume sobre a massificação, que os leitores já conhecem). A Sony e a Warner podem comprar páginas inteiras de revistas para publicitar os seus web-sites. A distribuição, se assim se pode chamar, dos pequenos editores da Web, não está em franca desvantagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Clara Sinclair&lt;/span&gt; -- Penso que já não se pode falar do mundo nesses termos, porque o hipertexto alterou toda a estrutura. As pessoas estão linkadas e é através desses links que se faz a distribuição. Se alguém tecla um tema sobre o qual pretende informação, a web dará a resposta (the web will pop up). Penso que há muitos instrumentos de busca nas redes e na Internet , há links por todo o lado, e as pessoas irão ter, eventualmente, à tua página. A distribuição é muito mais fácil que no papel ainda que, obviamente, a Sony tenha mais gente a vê-los. Mas ainda assim tens o potencial de centenas de milhares de leitores.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;Mark Frauenfelder&lt;/span&gt; -- Outra questão, é a de que tudo é software, isso é que é porreiro (that's the cool thing about it). As grandes corporações tinham o controlo porque só elas podiam pagar as enormes rotativas, os camiões, a distribuição, o transmissor de satélite e tudo o mais. E agora continuam a poder pagar o software super-caro, mas há sempre um hacker que vai aparecer com a versão shareware, tão boa -- talvez um pouco mais difícil de usar -- mas acessível a todos. E poderás fazer com que o teu web-site seja tão cool como o da Time-Warner ou da Sony. E que mais ia eu a dizer, havia mais qualquer coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CS -- Acho que o potencial da Internet tem a ver com isto: podes gastar muito menos dinheiro que uma grande corporação a fazer um e-zine, mas tens o mesmo potencial de distribuição. No papel, no entanto, não consegues competir em termos de audiência com os grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MF-- A Sony gasta toneladas de dinheiro no web-site e na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CS-- Aí reside a beleza disto, sabes, podes competir com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MF-- Por exemplo, a «Hotwired». Eles (a «Hotwired» é independente da «Wired») funcionam com cerca de uma centena de pessoas no corpo redactorial e estão a crescer muito depressa. E têm perto de quatrocentos e cinquenta mil consultas (hits) por semana. Mas há um site, chamado «Justin's Links from the Underground», que é só um tipo a fazer tudo sózinho, e obtém seiscentos e cinquenta mil consultas por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CS -- Agora tudo depende de quão criativo és e da acessibilidade do teu material, mais do que o quanto dinheiro tens para funcionar. A edição electrónica já não se baseia em dinheiro, tanto quanto no modo como escreves e o quão excitante é para as outras pessoas. Funciona assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MF -- Ninguém na World Wide Web, nenhum editor, te pode obrigar a prestares atenção. Podem tentar, mas não te podem forçar. Basta carregares num botão e estás dali para fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;De cérebro a cérebro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Que aspectos da Net vos parecem ser mais duradouros e, simultaneamente, mais revolucionários? O Roy Ascott e o Derrick de Kerkhove falam de biochips...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MF-- A cool thing da Internet, e aquilo que continuará a ser o melhor dela, é que há pessoas do outro lado, com quem estás a comunicar. Não é como um programa ou um videojogo onde competes contra um algoritmo. Há outros seres, respirando e com miolos, ligados do outro lado, e é isso que vai fazer com que a Internet continue a crescer. Não importa qual seja a tecnologia, isso para mim é pouco importante quando comparado com a partilha de ideias, de cérebro a cérebro. E a ideia de milhões de cérebros conectados de algum modo é, de certa maneira, muito excitante. E a primeira vez que tal acontece neste mundo. Estou expectante quanto ao resultado que daí advirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CS -- Há muitos sites onde os leitores participam e muitas vezes ajudam a construir esses mesmos sites. Há um sítio onde costumo ir e que é para raparigas adolescentes: no editorial há um inquérito e um pedido de fotografias. As raparigas respondem, enviam as fotos, e isso passa a fazer parte do web-site. Todas participam na criação, em vez da fórmula gasta de um criador enviando mensagens a uma série de espectadores passivos.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;Essa história dos milhões de cérebros a partilhar ideias faz-me sempre recordar a ficção-científica dos finais de cinquenta: a telepatia, a mente colectiva. Regressamos ao tribalismo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MF -- Há sempre uma parte de ti que pertence à tribo. Está a voltar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CS -- &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;It's coming full circle&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MF -- É por isso que as pessoas estão tão excitadas com a Internet. Porque ela, de facto, oferece essa «coisa tribal». Pequenos grupos, grandes grupos. Há quem prefira dizer -- em vez de Auto-estradas da Informação -- Super-Organismo da Informação (Information Superhighway vs Information Super-Organism). É como uma colónia de formigas que advém altamente inteligente: já não é apenas um certo número de formigas individuais, mas um super-sistema, uma enorme biomassa movendo-se com um pensamento próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;Cultura vs pc's&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Mudando o rumo à conversa, as vossas revistas não falam de computadores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;CS -- Nós falamos da cultura, o que naturalmente envolve a cultura digital: computadores, Realidade Virtual... Pensa num locutor de rádio que fala da própria Rádio em vez de a utilizar como um medium para falar da cultura que o envolve. Para mim, é essa cultura envolvente que interessa e não a própria tecnologia do medium. Sabes, quando a Rádio apareceu, começaram a publicar-se muitas revistas sobre o assunto. E falavam dos rádios, das ondas, e da tecnologia dos rádios. Agora já não. Claro que há muitas revistas sobre computadores , porque sempre que surge uma coisa nova toda a gente quer falar disso e perceber melhor a tecnologia que lhe está por detrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MF -- A «Rolling Stone» e muitas outras revistas de música apareceram durante os anos sessenta. Mas agora o que há são pop-stars digitais: os criadores, os programadores, eles são as celebridades.&lt;br /&gt;Numa entrevista de Malcolm McLaren, há um ano atrás, ele confessou que não devia estar a produzir grupos de rock mas hackers, criadores de jogos e tipos assim. É por isso que as novas gerações se interessam, it's the coolest self-expression now.&lt;br /&gt;Sem dúvida que há revistas sobre guitarras, mas a «Rolling Stone» não fala das guitarras mas das pessoas que as tocam. É isso que a «Boing-Boing» e a «Wired» fazem, falar das pessoas que tocam os computadores.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que o Bill Gates e os outros gigantes da informática confessam sobre a Internet, é que ninguém conseguiu prever o que ia acontecer. Agora com eles em jogo, vão ser mais caro navegar na Internet?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MF -- Nos EUA os preços estão a baixar. A Compuserve baixou recentemente as suas tarifas para US$ 1,95 por hora de acesso; há uma companhia, a Metrocom -- que te liga um modem sem fios ao computador -- que fornece um acesso sem restrição de tempo por trinta dólares por mês -- e não ocupa linha telefónica. Nos Estados Unidos isso é o mesmo que a subscrição da TV por Cabo, e poder estar ligado vinte e quatro horas por dia à Internet é... pretty cool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CS -- (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MF -- E penso que o mesmo acontecerá em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;(por momentos a conversa torna-se muito confusa, sempre são vinte e quatro horas por dia por uns míseros cinco contos mensais)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MF -- Outra coisa. Há uma série de serviços que estão agora a surgir nos EUA e que te dão acesso Internet à borla desde que utilizes um software que contém publicidade. É um pouco como o modelo televisivo: desde que estejas na disposição de receber junkie e-mail e ler os anúncios atravessando-te o ecrã, tens acesso grátis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CS -- Tu podes ter um endereço só para isso, e nem sequer olhar para ele.&lt;br /&gt;No telefone também tentaram fazer isso. Já sabemos que a «Wired» tem a «Hotwired»; e a «Boing-Boing», já tem web-site?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CS -- A «Boing-Boing» tem um web-site mas não fomos nós que o fizemos. Foi alguém que o criou e ainda não queremos que as pessoas o consultem, até fazermos uma revisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;Net-jornalistas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;O Rafael Losano afirmou que 70% do tráfego da Net é pornográfico...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CS -- Ó não! Nem um por cento.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;Há preconceitos em relação à Net?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CS -- Há programas que podem impedir a chegada de imagens pornográficas ao teu computador. Por isso penso que deve caber às pessoas decidir sobre o que querem ou não ver, e não ao Governo. É tão simples, basta teclar os endereços que queremos inibir e já está.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;Mark, vieste a Madrid falar de «net-jornalismo». O que achas que é diferente entre a Net e o papel?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MF -- Penso que o net-jornalista tem de ter consciência de que ele não é só um jornalista mas várias outras coisas: produtor, realizador, promotor; e também que a sua audiência não são só leitores, vão igualmente ser participantes, vão criar histórias, vão, imediatamente, detectar erros. Por isso ele terá que se proteger (cover his ass). Isto aumentará o rigor e é uma oportunidade excitante para jornalistas.&lt;br /&gt;Se fores fazer reportagem na Net, é importante permitir que outras pessoas coloquem comentários de continuação (post follow-ups). Seria suspeito que alguém publicasse um artigo e depois fechasse a discussão. É preciso criar o meio ou o programa de interface que permita aos leitores comentarem, iniciarem um debate ou o que quer que seja. Só confiaria em ti se o fizesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CS -- Ao fazeres isso tiras também partido da potencialidade da Net, que é um media multi-dimensional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;No princípio deste ano, no número 12 da «Boing-Boing», Carla Sinclair assinou o seu primeiro editorial após a saída de Mark Frauenfelder para a «Wired». Porque o achamos curioso para a nossa história, aqui reproduzimos um excerto:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;«Wow! 1994 quer dizer que passaram quatro anos desde que Mark e eu nos esgueirámos pela sua empresa de engenharia, às duas da manhã, para fotocopiar o primeiro número de «Boing-Boing». Enquanto ele operava a fotocopiadora, eu vigiava cá fora da sala, pronta a assobiar, mal detectasse algum movimento suspeito. Fizémos cem cópias que depois colámos com fita adesiva cor-de-rosa gritante. As nossas cabeças cresceram tanto como abóboras quando o «Factsheet Five» nos fez uma recensão brilhante. E piámos de prazer com a primeira encomenda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;Muita coisa mudou desde então. Não só o passatempo de fim-de-semana se tornou num trabalho a tempo inteiro (e mais algum), mas os zines, a tecnologia e a cultura pop vieram a ser novos e diferentes animais. Um velho animal é um animal morto, tanto quanto nos diz respeito. Por isso nos satisfaz ver estas coisas em mutação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;Mas o ano novo colocou-me num breve mas profundo estado nostálgico. Por isso trilhei os caminhos da memória e fiz uma pequena lista das várias coisas que aconteceram nos nossos mundos desde que a «Boing-Boing» apareceu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- A «Boing-Boing» mudou de local umas seis vezes, e tornará a mudar-se este ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- Rudy Rucker publicou 5 livros e 3 vídeos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- A Alcor Life Extension Foundation congelou 6 corpos e 8 cabeças.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- «Going Gaga» transformou-se de um zine porreiro numa coluna da «Boing-Boing».&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- A «Mondo 2000» passou a existir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- «Factsheet Five» morreu e foi ressuscitada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- «Factsheet Five» voltou a morrer e mais uma vez foi ressuscitada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- Cyberpunk foi explorado por todos, incluindo nós mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- Danforth Quayle foi ridicularizado e o seu nome é agora confundido com uma entrada (de refeição).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- Ren &amp; Stimpy encantaram o planeta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- Beavis &amp;amp; Butt-Head nausearam o planeta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- A Realidade Virtual apareceu em toda a espécie de videoclips e anúncios da MTV.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- Os endereços de Internet estão agora nos cartões de visita.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- A «Wired» passou a existir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;-- A «Wired» raptou Mark (o co-kahuna da «Boing-Boing») que agora saltita fielmente da «Wired» para a «Boing-Boing» para a «Wired», como um símio bem amestrado que quer agradar a dois receptores de orgãos ao mesmo tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;ligações:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://boingboing.net/markf.html"&gt;Biografia de Mark Frauenfelder &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://boingboing.net/"&gt;BoingBoing, o zine &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.thei.aust.com/isite/btl/btlinsinclair1.html"&gt;&lt;i&gt;Netchick&lt;/i&gt;, de Carla Sinclair &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.metroactive.com/papers/metro/11.06.97/lq-sinclair-9745.html"&gt;&lt;i&gt;Signal to Noise&lt;/i&gt;, de Carla Sinclair &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11147259-110963174121306774?l=bakinterview.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bakinterview.blogspot.com/feeds/110963174121306774/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11147259&amp;postID=110963174121306774' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963174121306774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963174121306774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bakinterview.blogspot.com/2005/02/mark-frauenfelder-carla-sinclair-as.html' title='MARK FRAUENFELDER &amp; CARLA SINCLAIR: AS MENTES ELECTRÓNICAS E O SUPER ORGANISMO DA INFORMAÇÃO'/><author><name>dr Bakali</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11147259.post-110963260268295351</id><published>2005-02-26T23:13:00.000Z</published><updated>2005-02-28T23:16:42.700Z</updated><title type='text'>MARK DIPPÉ: "SPAWN É FUNKY"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;ele não é giro&lt;br /&gt;ele não come cereais pela manhã&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;ele não é simpático com as raparigas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;ele é...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;SPAWN!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;A primeira vez que vi Mark Dippé foi no Imagina de Montecarlo, já lá vão uns bons anos (não puxem muito por mim que a RAM já não é o que era). Cabia-lhe fechar o ciclo de conferências (um hábito que se prolongou por alguns anos seguintes) e a sua sessão era completamente distinta de todas as outras: uma verdadeira festa. Mark Dippé não é apenas o grande mago dos efeitos especiais, mas um verdadeiro «entretainer» que sabe manter a sua audiência em vertigem constante. Desde o homem de mercúrio líquido de «Terminator II» aos dinossáurios de «Jurrasic Park», Dippé esteve -- como supervisor de efeitos especiais da Industrial Light &amp; Magic -- por detrás de muitos dos grandes sucessos de ficção-científica dos últimos anos. Revistas de prestígio da cultura cyberpunk, «Wired» e «Mondo 2000», dedicaram-lhe especial atenção, e chegou mesmo a colaborar nesta última. &lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Anos mais tarde encontrámo-nos na grande rave do Art Futura em Madrid. Combinámos que viria a Portugal no ano seguinte e, chegado o momento, convidei-o para fechar a «Convenção Zero», o ano passado. «i can't make it», respondeu ele no seu modo característico de minúsculas, «i'm doing my spawn movie and won't be free till august next year». «Spawn movie? Like as in Spawn from Todd McFarlane?» perguntei eu. Ele fez-se desentendido, o projecto andava ainda no segredo dos deuses (ou do inferno?) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O resto acaba por ser história e aqui fica mais uma achega para ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Já conhecias o «Spawn» antes de surgir a ideia do filme? Queres dizer-me qual a tua opinião sobre ele quando comparado com os outros super-heróis?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Eu conheço o Spawn desde o primeiro número -- conheci o Todd pouco tempo depois. O estilo gráfico de Todd e as suas capas brilhantes colocaram-no àparte de todos os outros comics. A arte é fantástica! A imagem de Spawn, a sua capa, o inferno do Violator, etc., é muito mais forte e bastante diferente do que estamos habituados a ver noutros comics. Eu senti-me imediatamente atraido. O Spawn não tem nada a ver com a chapa-quatro dos superheróis: giro, bíceps largos, comedor de cereais pela manhã e simpático para as raparigas. Ele tem a cara desfigurada, vive num beco, está fulo da vida, tem por únicos amigos os sem-abrigos marginalizados, o seu melhor amigo casou com a sua mulher, e ele acaba de regressar do Inferno! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;O Spawn é algo muito mais complicado, mais interessante, mais real e contemporâneo. As situações e dilemas de Spawn são urbanas e modernas, por vezes brutais. Algumas das forças narrativas lidam com temas muito difíceis como o racismo ou crianças psicóticas assassinas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Todd imbui, também, a história do Spawn na luta entre o céu e o inferno, o que o coloca nesse mundo fantástico do mito, fantasia e ficção-científica e cria um largo território moral que ele e os outros personagens devem percorrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Isso também permite que Spawn se torne dantesco e biblíco --e isso é muito funky.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Como aconteceu tornares-te o realizador do filme? O que te fez decidir: «este vai ser o meu primeiro filme, o meu debutar como realizador»?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Eu sempre quis realizar os meu próprios filmes. Em 1992 terminei um guião intitulado «the surgical fetishist» e comecei a mostrá-lo aqui e ali de modo a conseguir produzi-lo. Nessa mesma altura, apareceu Spawn. Ao que parece, desde o início que Todd pretendia tornar Spawn num filme e foi assim que nos conhecemos. Quanto a mim, Spawn era um óptimo projecto e assim comecei a trabalhar com Todd desenvolvendo um «filme Spawn». Demo-nos muito bem e descobrimos ter pontos de vista estéticos muito semelhantes. O Todd decidiu que me queria como realizador do filme. Como ninguém dava pulos de entusiasmo com «the surgical fetishist» (na realidade tinham medo da história) e o Spawn era um óptimo projecto, eu respondi «sim», e num par de dias chegámos a acordo com a Newline Cinema. Foi um projecto à minha medida: negro e gótico, um héroi do inferno, a batalha entre o céu e o inferno, criaturas e locais que só podiam ser criados digitalmente...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Falando em termos de efeitos especiais, qual foi o maior desafio? A capa viva?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Primeiro que tudo, fazer um filme é como combater uma guerra. É muito difícil. Trabalhar 18 horas por dia, 7 dias por semana durante um período de tempo que parece arrastar-se por anos e anos. É como uma maratona sem meta. Tens de ser muito forte -- e não estou só a falar de músculos -- para terminar um projecto como este. E não esqueças que este foi o meu primeiro filme! Foi uma completa insanidade -- e é por isso que eu o adoro! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Os maiores desafios em termos de efeitos especiais foram a capa, a transformação do Spawn larval num completo Spawn, a transformação do Clown em Violator e a criação do inferno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;A capa tinha de ser uma coisa viva, um personagem emocional, sempre movendo-se, preparado para saltar como uma pantera. A capa nunca podia andar pendurada como a do Darth Vader, isso seria um sacrilégio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;A transformação do Spawn tinha de ser dolorosa e orgânica mas, simultaneamente, transmitindo a sensação de armadura, uma armadura viva (isto acontece na campa de Al Simmon). A armadura tinha de crescer da sua própria carne de forma a cobrir todo o seu corpo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;A transformação do Clown em Violator tinha tantas camadas! Tinhamos que pegar num anão fedorento, patético, metro e meio e cento e vinte quilos; e transformá-lo numa besta insectóide de três metros e meio com cornos e pretuberâncias ósseas, tudo num movimento de câmara de 360 graus!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Uma grande tarefa, olhe-se para ela de que modo for. Levou meses a completar-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Por último, a criação do inferno era um projecto gigantesco. O inferno aparece por um pouco mais de 3 minutos no filme e é totalmente digital!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Eu queria que fosse algo fantástico, diferente de tudo na Terra ou do resto do filme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Corremos imensos riscos criando os efeitos visuais para o filme, dado o tempo e o dinheiro que tinhamos. Felizmente sabiamos o que estávamos a fazer, senão teríamos sucumbido a uma terrível morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Em tempos ouvi-te dizer: «do it dark, do it fast». Apesar da grande evolução que a tecnologia conheceu desde há alguns anos a esta parte, o mantra continua a ser verdadeiro?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Escuro e rápido refere-se, realmente, ao facto de não desejares mostrar tudo. Por vezes, trata-se de uma pura escolha estética (como nas cenas de terror ou de suspense) ou então é de ordem práctica (como numa marioneta ou um efeito que não está lá muito bem). As mesmas regras aplicam-se nos efeitos digitais. Às vezes fazêmo-lo porque é a coisa certa, outras porque é a única maneira de o fazer. Eu, claro, só o faço quando é a coisa certa a fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Um amigo esteve em L.A. e viu o filme. Disse-me que é a melhor adaptação de comics que alguma vez viu. Infelizmente, parece que o filme não fez sucesso nas salas . Porque achas que isso aconteceu? Os fãs leitores não foram ao cinema? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Concordo com o teu amigo. O filme tem um estilo visual próprio e não se parece com outro filme qualquer. Eu quis trazer o Spawn à vida no ecrã e não torná-lo uma confusão quitche como tantos outros filmes baseados em comics. Este é, definitivamente, um filme que as pessoas recordarão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Quanto à falta de sucesso, não sei onde ouviste tal coisa. O Spawn tem sido um êxito. Foi lançado há menos de três semanas e já angariou receitas de 50 milhões de dólares. Não é nenhum Parque Jurássico, mas é uma data de massa em pouco tempo e vai produzir grandes lucros para a Newline Cinema (eles consideram-no um grande sucesso; vai continuar a fazer dinheiro aqui nos Estados Unidos e fará também, certamente, lá fora).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;A maior parte dos fãs de Spawn viram o filme e adoraram. Lembra-te que o Spawn só tem cinco anos e que a base de fãs do Spawn -- embora seja um grupo mais dedicado, inteligente e criativo -- é pequena quando comparada com os mais velhos, chatos, «já vimos isto um milhar de vezes», comics. Esses comics mais velhos foram lidos pelos nossos pais -- enquanto a maior parte dos pais nunca ouviu falar do Spawn, o que o torna muito mais giro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;(Nota: A ideia do insucesso de «Spawn» no cinema surgiu da notícia do seu próximo lançamento em vídeo, o que só acontece quando um filme não se «aguenta» nas salas. Afinal, vídeo e película não têm nada que ver, como a resposta seguinte irá esclarecer.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Abandonaste a IL&amp;M (Industrial Light &amp;amp; Magic). Que andas a fazer agora? Vais abraçar a carreira de realizador ou aguentar-te como o grande génio dos efeitos especiais :) ? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Sempre desejei dirigir os meus próprios filmes e finalmente realizei um. Neste momento estou a terminar a minha «versão do realizador» de Spawn. Será classificada «R» (interdito a menores de 18 anos) -- a versão que foi para os cinemas está classificada como PG-13 (não aconselhável a menores de 13 anos) -- e será lançada nos cinemas em alguns países estrangeiros -- penso que Portugal será um deles. Esta versão, além do vídeo, será ainda editada em laserdisc e DVD. Quando terminar, vou tirar umas férias e pensar no que fazer a seguir. Só te posso dizer que vai ser algo diferente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11147259-110963260268295351?l=bakinterview.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bakinterview.blogspot.com/feeds/110963260268295351/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11147259&amp;postID=110963260268295351' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963260268295351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963260268295351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bakinterview.blogspot.com/2005/02/mark-dipp-spawn-funky.html' title='MARK DIPPÉ: &quot;SPAWN É FUNKY&quot;'/><author><name>dr Bakali</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11147259.post-110963332517637625</id><published>2005-02-25T23:22:00.000Z</published><updated>2005-02-28T23:28:45.206Z</updated><title type='text'>TIMOTHY MAY: CRIPTO-ANARQUISTAS, GRAÇAS A DEUS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Timothy May é, sem dúvida, um personagem estranho. A palavra "sabotagem" saí-lhe da boca com uma naturalidade perturbante. Estados e leis, mais que inimigos, são-lhe entidades totalmente irrelevantes. Mas de onde vem Tim May? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Físico formado em Santa Barbara (Univ. da Califórnia), desistiu dos buracos negros para se dedicar à investigação no campo da informática. Em 1977 descobriu que as partículas alfa irradiadas pelo urânio nos chips eram a causa das erros nos chips de memória. Ainda na Intel, instalou o diagnóstico através do feixe de electrões e as bases para o programa de inteligência artificial. Desde 1986 que está por sua própria conta, escrevendo e desenvolvendo a "criptologia". Fundou o grupo "Cypherpunks" (1992) juntamente com Eric Hughes, e veio até Montecarlo defender as suas ideias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Após uma conferência brilhante, apesar de apressada, logo pela manhã, Tim May está sentado à minha frente, completamente exausto pelo efeito do "jet-lag". Fala devagar, quase ausente. Amanhã, na mesa redonda com os jornalistas, vai estar recuperado e fornecer o resto dos dados necessários à consecutação do puzzle. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Big Brother Inside&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do mundo real, em que existem paredes de concreto onde cada um se pode refugiar na sua privacidade, o ciberespaço é um imenso horizonte aberto à escuta. A criptografia será (é), pois, o único método e garantia de privacidade dos netcidadãos. Para Tim May "&lt;b style=""&gt;o cripto-anarquismo é a realização ciberespacial do anarco-capitalismo, transcendendo fronteiras nacionais e libertando os indivíduos a prosseguir os arranjos económicos que consensualmente desejam&lt;/b&gt;". Os efeitos secundários deste tipo de economia não são difíceis de prever: livre circulação do dinheiro (digital, compreenda-se); fuga aos impostos e às regulamentações, etc. As legislatura passará para as mãos dos intervenientes nos negócios, não para qualquer autoridade local. Claro que os governos não encaram esta matéria com "laisser faire, laissez passer". O célebre Clipper Chip e a Digital Telephony foram as últimas investidas dos Estados Unidos para combater a liberdade da comunicação codificada (para além da já existente lei de importação que faz abranger os programas criptográficos das mesmas condições que as armas de guerra), acenando ao grande público com os quatro cavaleiros apocalípticos: a droga, o terrorismo, a pornografia e o banditismo. Ao que Tim May replica "&lt;b style=""&gt;será aceitável que se plantem microfones em todos os quartos de hotel só porque um dia podem aí reunir-se um grupo de fora-da-lei para conspirar?&lt;/b&gt;". A resposta é óbvia: à muita transparência da Net opôe-se uma vontade de controlo total. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O que podemos nós fazer para o combater? "&lt;b style=""&gt;Sabotagem&lt;/b&gt;", responde-me, prontamente, Tim May. Não chegaria a tanto, digo eu com os meus pruridos europeus. "&lt;b style=""&gt;Porque não?&lt;/b&gt;". Pega-me na caneta e desenha o aviso do chip da Intel. Mas substitui as palavras: "Big Brother Inside". "&lt;b style=""&gt;Colocámos estes autocolantes nos telefones da ATT. É um gesto menor mas que serviu para embaraçar a companhia&lt;/b&gt;". Isso é muito anos sessenta. "&lt;b style=""&gt;É&lt;/b&gt;". Que mais se pode fazer? Escrever programas de criptografia e lançá-los na rede? "&lt;b style=""&gt;Exacto. É assim mesmo que a coisa funciona. Conheço o tipo que libertou o PGP na Net. É um grande amigo meu e não vou revelar o seu nome. Mas ele utilizou uma série de cabinas públicas da Bay Area e daí enviou o programa&lt;/b&gt;". (Há outros exemplos, de negócios no campo da compra e venda da informação, mas seria demasiado fastidioso explicá-los tintim por tintim). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Oeste Selvagem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas há outro tipo de questões. O ciberespaço tem, realmente, condições para uma mais-valia libertária em relação à vida de todos os dias? Tim May sabe-o, e uma das formas que sempre utiliza para o explicar é a das limitações da lei. Neste caso estamos muito perto do oeste selvagem de Bruce Sterling.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;"&lt;b style=""&gt;Muito do que é ilegal no real pode ser facilmente transposto para o ciberespaço. Não coisas como carros, frigorificos ou peixes; mas pornografia, dados clínicos, etc. O que nós queremos, na propriedade eléctrica, no ciberespaço, mesmo que não pensemos nele como Internet, mas como informação, bits, etc, é a liberdade de comunicar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Num estado comunista ou na Espanha de Franco, certo tipo de jornais não se podiam publicar. O ciberespaço faculta não só essa publicação como a sua distribuição. Em caso do jornal ser interceptado, tudo o que as autoridades veriam seria bits e não palavras. É por isso que eles querem proclamar a ilegalidade da criptografia.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;" &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A comunidade eléctrica está, hoje, sobre forte bombardeamento dos grupos de pressão e defesa dos mais variados direitos. Até que ponto pode resistirá a paciência dos netcidadãos a tantos toques de rebate?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;"&lt;b style=""&gt;Alguns temas são importantes, outros não. Penso que o caso Canter e Siegel não valeu o barulho que provocou. É verdade que eles inundaram (spam) a Net, mas a Net foi desenhada para isso mesmo. Para alguém lançar grandes doses de informação e não pagar por isso. É preciso escolher com rigor o que nos ameaça e reagir em conformidade&lt;/b&gt;".&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Tim May acabou de suspender a sua filiação na EFF. Parece mais à-vontade em desenvolver cenários -- como o dos casinos ciberespaciais que, a-propósito, trouxe a Montecarlo -- ou a escrever programas de criptografia do que a tirar proveitos reais da sua filosofia. Disse-lhe que, caso viesse a Portugal, lhe apresentaria alguns dos octagenários anarquistas da "Batalha" que ainda hoje se reúnem para uns copos. "&lt;b style=""&gt;Havia de verificar que o meu anarquismo é muito diferente&lt;/b&gt;", diz-me. Quer-me parecer que não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Este texto foi lançado ao ciberespaço por Timothy May há algumas semanas atrás. Sendo apenas cinco os destinatários originais, a mensagem rapidamente se disseminou pela Internet, sobretudo através das mailing-listas (através de uma das quais o recebemos). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O material de propaganda da BlackNet, apesar da sua comicidade, não é menos que um autêntico manifesto cripto-anarquista, um documento histórico sobre os processos já utilizados e a utilizar na defesa da privacidade da informação. Aconselha-se, pois, uma leitura atenta e meditativa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;... &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Introdução à BlackNet&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O seu nome chegou à nossa atenção. Temos razões para acreditar que estará interessado nos produtos e serviços que a nossa nova organização, BlackNet, tem para oferecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A BlackNet está no negócio de comprar, vender, trocar, e de qualquer outro modo lidar com *informação* nas suas várias formas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Compramos e vendemos informação utilizando sistemas criptados com chaves públicas (*public key cryptosystems) com perfeita e essencial segurança para os nossos clientes. A não ser que nos diga quem é (por favor não o faça!) ou, inadvertidamente, revelar informações que nos sirvam de pistas, não temos modo de identificá-lo, nem você a nós. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A nossa localização no espaço físico é irrelevante. A nossa localização no ciberespaço é tudo o que importa. O nosso endereço primordial é um local de chave PGP (*PGP key, de Pretty Good Privacy): "BlackNet«nowhere@cyberspace.nil»" e podemos ser contactados (de preferência através de uma cadeia de "remailers" anónimos) codificando uma mensagem para a nossa chave pública (anexa abaixo) e depositando essa mensagem num dos vários locais do ciberespaço que actualmente vigiamos. Actualmente, monitorizamos o seguinte local: a mailing-lista "Cypherpunks" (cypherpunks@toad.com).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A BlackNet é não-ideológica, mas considera os estados-nações, leis de exportação, patentes registadas, questões de segurança nacional e similares, relíquias de um passado pré-ciberespacial. Leis de exportação e patentes são muitas vezes utilizadas, de modo explícito, para projectar poderes nacionais e estados imperialistas, colonialistas e fascistas. A BlackNet acredita que é somente da responsabilidade do detentor do segredo manter esse segredo -- não do Estado, ou nossa, ou de quem quer que venha a estar na posse desse mesmo segredo. Se vale a pena ter um segredo, vale a pena proteger a sua secrecidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A BlackNet está, correntemente, a construir um inventório da sua informação. Estamos interessados em informação nas seguintes áreas, apesar de qualquer outro assunto sumarento ser bem-vindo. "Se pensa que tem algum valor, ofereça-o a nós em primeiro lugar."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;-- segredos industriais, processos, métodos de produção (esp. em semicondutores)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;-- nanotecnologia e técnicas relacionadas (esp. o processo Merkle)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;-- produção química e design racional de drogas (esp. desdobramento de proteínas)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;-- novos produtos, de brinquedos infantis a misseís de cruzeiro (alguma coisa em "3DO"?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;-- informação em negócios, alianças, capitalizações, compras, rumores. &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A BlackNet pode realizar depósitos anónimos para a conta bancária da sua escolha -- onde as leis locais da banca o permitam --, pode enviar dinheiro (*cash) directamente (você assume o risco de roubo ou confiscação), ou pode creditá-lo em "CriptoCréditos", a moeda-corrente interna da BlackNet (a qual pode utilizar para comprar _outra_ informação e codificá-la na sua chave pública especial e afixá-la (*posted) em lugares públicos).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Se está interessado, NÃO tente contactar-nos directamente (estará perdendo o seu tempo), e NÃO afixe (*post) nada que contenha o seu nome, endereço electrónico, etc. Ao contrário, componha a sua mensagem, codifique-a com a chave publica da BlackNet (anexa em baixo), e use uma cadeia de "remailers" anónimos com um ou mais nós, para afixar a mensagem codificada e anónima num dos locais anunciados (outros serão adicionados posteriormente). Certifique-se que descreve o que pretende vender, o valor que pensa que terá, e os termos do pagamento, e, claro, uma chave pública especial (NÃO a que utiliza normalmente nos seus negócios, obviamente!) para que possamos contactá-lo. Vigie então os mesmos locais, esperando uma resposta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;(Com estes "remailers", a codificação local de PGP dentro dos próprios "remailers" (*local PGP encryption), e a afixação pública das mensagens criptadas; pode ser aberto um canal -- seguro, de duplo sentido, sem vestígios e totalmente anónimo -- entre o cliente e a BlackNet.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Junte-se a nós nesta revolucionária -- e lucrativa -- aventura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-GB"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;BlackNet«nowhere@cyberspace.nil»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-GB"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 8pt; font-family: Arial; color: rgb(153, 51, 0);" lang="EN-GB"&gt;- - - - BEGIN PGP PUBLIC KEY BLOCK (+)- - -&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt; font-family: Arial;" lang="EN-GB"&gt;Version:2.2&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt; font-family: Arial;" lang="EN-GB"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt; font-family: Arial;" lang="EN-GB"&gt;mQA9Ai1bN6oAAAEBgM98haqmu+pqkoqk&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt; font-family: Arial;" lang="EN-GB"&gt;r95iMmBTNgb+iL54kUJCoBSOrT0Rqsmz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt; font-family: Arial;" lang="EN-GB"&gt;KHcVaQ+p4vLIWlrRawAFEbQgQmxhY2tO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt; font-family: Arial;" lang="EN-GB"&gt;ZXQ8bm93aGVyZUBjeWJ1cnNwYWN1Lm5p&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt; font-family: Arial;" lang="EN-GB"&gt;bD4=&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt; font-family: Arial;" lang="EN-GB"&gt;=yOMI&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt; font-family: Arial;" lang="EN-GB"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;- - - - - END PGP PUBLIC KEY BLOCK - - - - -&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11147259-110963332517637625?l=bakinterview.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bakinterview.blogspot.com/feeds/110963332517637625/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11147259&amp;postID=110963332517637625' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963332517637625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963332517637625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bakinterview.blogspot.com/2005/02/timothy-may-cripto-anarquistas-graas.html' title='TIMOTHY MAY: CRIPTO-ANARQUISTAS, GRAÇAS A DEUS'/><author><name>dr Bakali</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11147259.post-110963370943776360</id><published>2005-02-23T23:31:00.000Z</published><updated>2005-02-28T23:35:09.456Z</updated><title type='text'>ERIK HOBIJN &amp; ANDREAS BROECKMANN: OS TECNO-PARASITAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;“SE CONTINUARES O MESMO, MORRES”            &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Erik Hobijn e Andreas Broeckmann lançaram a confusão na 5ª CyberConf em Madrid com a sua tese sugestivamente intitulada: «Tecno-Parasitas: Trazendo o Inconsciente Maquinal à Vida (uma estética de irritação e avaria maquinal)». &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Terrorismo&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt; foi o termo mais utilizado, por uma audiência apesar de tudo esclarecida, para classificar o trabalho destes dois autores. O porquê desta reacção compreende-se sabendo o que são e como funcionam os &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;tecno-parasitas&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;«Os &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;tecno-parasitas &lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;aproveitam-se de qualquer sistema ou aparelho técnico como hospedeiro, sugando-lhe os seus recursos energéticos e ciclos, de modo a crescerem e procriarem. Um &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;tecno-parasita&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt; pode ser um sistema simples ou complexo, que é atento e divertidamente se adapta à estrutura do seu hospedeiro. A sua inventiva luta pela sobrevivência causa, a maior parte das vezes, avarias técnicas. Os &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;tecno-parasitas&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt; esvaziam totalmente outras máquinas, interrompem os seus circuitos, provocam falhas de energia, enfraquecem-nas, destroiem-nas.» lê-se na apresentação da tese. Um certo dia, suponho, Erik Hobijn irritou-se com o facto de ninguém ligar às porcas e parafusos, aos pequenos elementos dos ambientes técnicos, à miríade de componentes que integram estruturas maquinais que nunca esperamos ver falhar (como os computadores, p.e.:-) ou, dito de outro modo, à virtual invisibilidade desses parafusos. Um exemplo utilizado por Hobijn para demonstrar a histeria que a disfunção das máquinas pode provocar são os vírus de computador. Os &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;tecno-parasitas &lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;são sistemas criados para radicalizar este tipo de situação, reforçando a crise do hardware. Com que objectivos? &lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Segundo os autores, Zielinski apontou recentemente vários fenómenos, fantasmas e modismos cuja falta se faz sentir na Net: ambiguidade, raiva, colapso, crime, crueldade, paixão, risco, patologia, sedução, etc (a lista original é extensa e está em ordem alfabética). Diria que o que falta à Net é vida, no que ela encerra de risco e imprevisto. É neste sentido que os &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;tecno-parasitas &lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;vêm trazer vida própria às máquinas, uma «bela e preversa independência» que, resumem os autores, as tornam «alegremente perigosas e geralmente amorais». &lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Hobijn e Broeckmann defendem-se das acusações de terrorismo contrapondo o carácter teórico do seu trabalho -- o que não os impediu de construir e libertar &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;tecno-parasitas&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;, felizmente para nós (penso eu) apenas lá para a banda deles -- o que não os impede, contudo, de reconhecer duas principais causas para a irritação humana relativamente à sua criação: primeiro, porque uma vez construído e libertado o &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;tecno-parasita &lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;actua livremente, escapando ao controlo humano. Segundo, porque os &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;tecno-parasitas &lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;alimentam-se em recursos&lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt; &lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;carregados de forte simbologia na nossa existência moderna: fontes de luz, correntes eléctricas, linhas de comunicações, movimentos de dados. «Como estes recursos se encontram profundamente inscritos no nosso inconsciente, o &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;tecno-parasita &lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;ataca a infraestrutura simbólica da cultura contemporânea», Erik &amp; Andreas dixit. Desavergonhadamente, defendem o apoio à evolução, diversificação e procriação destas «pequenas criaturas». Será que o mundo será mais interessante com os &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;tecno-parasitas&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;? Seremos homens melhores (ou mais humanos) se tivermos consciência do papel dos parafusos nas sociedades e nos sistemas tecnológicos? Que cada um tire a sua conclusão. Para o ajudar, segue a conversa com os autores.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Qual o objectivo dos tecno-parasitas? Que tencionam provocar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;rik&lt;b style=""&gt; H&lt;/b&gt;obijn -- Não são construídos para provocar, são coisas que existem. É a possibilidade de algumas máquinas -- e não só hardware mas também software -- pensarem de modo ideológico e que, pensamos, deveria ser desenvolvido na filosofia e na praxis da Internet. Há, portanto, um aspecto práctico e outro filosófico. Ambos são importantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Pode resumir o seu modo de funcionamento?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;EH -- Não, a parte prática não seria interessante de aqui explicar. Mas o princípio é o dos parasitas, que utilizam outros sistemas como hospedeiros e lhes sugam energia, alimentam-se dos seus recursos, para fins pessoais. Esse é o princípio básico. A ideia ou objectivo da nossa proclamação é afirmar que a Internet não é uma realidade se não existirem estruturas, nessa rede, que não possam ser avariadas, desmanchadadas, interrompidas, para uso próprio dos parasitas, incontroláveis tal como os vírus. A partir do momento em que a Internet estiver povoada de seres como os vírus e os parasitas, ela tornar-se-á uma realidade. &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas este é um conceito diferente do dos vírus...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;ndreas &lt;b style=""&gt;Broeckmann&lt;/b&gt; -- Nós fazemos uma distinção entre vírus e parasitas, porque os vírus são apenas pequenas peças de código que destroiem qualquer coisa, mas falta-lhes interesse próprio, egoísmo. Os parasitas são pequenos organismos, pequenos «seres» que actuam por interesse próprio. As avarias que provocam nos sistemas têm como motivação o seu bem-estar ecológico, sem olhar a quaisquer outras considerações. &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Poderiamos falar em reprodução das condições dos ecossistemas naturais?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;AB - Os &lt;i style=""&gt;tecno-parasitas&lt;/i&gt; utilizam, realmente, essa metáfora. Mas o projecto nasce do pensar os sistemas técnicos, os ambientes tecnológicos, no sentido em que esses sistemas só são viáveis se incluirem essas forças destruidoras de que anteriormente falámos. Nenhum sistema se pode manter estável se fôr completamente seguro. A ideia de uma Internet segura, onde exista uma polícia dos vírus e todo o mal é filtrado e toda a gente está feliz, é um conceito impossível. Todos os sistemas têm as suas próprias falhas implicitamente inscritas.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;EH -- Qualquer falha técnica aumenta o «nível de realidade». Tal como dissémos na nossa apresentação, citando o exemplo dos automóveis, a possibilidade do desastre torna real a experiência de conduzir, fá-la emergir em existência. Desse modo, os &lt;i style=""&gt;tecno-parasitas &lt;/i&gt;tornam a Internet viva. De certo modo, poderia mesmo dizer que a humaniza. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Pensam que um dos efeitos dos &lt;i style=""&gt;tecno-parasitas&lt;/i&gt; pode ser a emergência de um sistema imunológico? Uma reacção?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;EH -- Para mim, tudo isto é um modelo e não uma sugestão pragmática. O que nós afirmamos é que estas forças destruidoras existem de qualquer modo, e hão-de acabar por aparecer em algum lado. É estado da arte neste momento, o que não quer dizer que não existam. Existem e, potencialmente com mais acuidade, sobretudo nas novas formas de design de software, como os applets Java, os knowbots, etc. O que pretendemos é chamar a atenção para esta possibilidade, este poder, de implementá-los como elementos ecológicos da Internet, como um todo. Qualquer medicamento contra qualquer tipo de doença exigirá pela doença outra vez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Como a vacina?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;AB -- Isso é do ponto de vista práctico, do lado seguro. Todos os sistemas são instáveis e podemos desejar introduzir elementos de instabilidade de modo a tornar esses sistemas mais viáveis. Isso significa que, até certo ponto, temos de ser auto-destrutivos, de modo a conseguirmos ser algo diferente, ou seja, de modo a sobreviver. Se continuares o mesmo, morres. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;EH -- É a própria definição de vida. Há que morrer e multiplicar, morrer e multiplicar... em genes e formas. Neste sentido, o conceito da Net não é correcto; deve poder viver as suas próprias leis, a sua própria estrutura. De modo a que, talvez, se venha a transformar em estruturas que ainda não conhecemos e que, provavelmente, não queremos conhecer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Vocês ficam realmente surpreendidos pela respostas que obtêm com o vosso trabalho? Como quando, por exemplo, vos chamam terroristas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;AB -- Penso que é muito esclarecedor observar esse tipo de respostas. Mas nem sempre obtemos essa reacção; algumas pessoas ficam mesmo desapontadas pelo facto de os tecno-parasitas serem apresentados como meras possibilidades. Querem que eles existam, e que sejam realmente maus (risos). Eu não me vejo como um terrorista, sou um cientista da natureza, de ambientes tecnológicos; e apenas estou a descrever algo que, de qualquer modo, existe. Um dos princípios dos tecno-parasitas é que eles utilizam a energia dos sistemas e transformam-na em energia que lhes é benéfica a si mesmos. Isto é um dos princípios básicos: eles utilizam algo que já existe no sistema. Podem ser estruturas muito simples, não sofisticadas, e apenas coladas a uma pequena parte de todo o ecossistema onde residem. Eles não têm que dar cabo de todo o sistema. E existe um tecno-parasita específico para cada fonte de energia dentro de um ecossistema técnico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;EH -- Eles não atacam o sistema. São parte do sistema. Não existe qualquer sistema que não possua os seus elementos de redefinição. Tal como os vírus do computador, os tecno-parasitas tornam as coisas visíveis, tornam-nas realidade, tangíveis. Por isso desenhámos tecno-parasitas para os candeeiros de rua. É uma rede que desapareceu completamente da nossa consciência. Resumindo: activam uma forma elevada de atenção através de uma detonação constante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;AB -- É apenas quando as pessoas se preocupam com a possibilidade de interrupção, de avaria, que se tornam conscientes da existência das redes. Quando vês uma tomada na parede, nunca pensas na rede de cabos que transportam a electricidade; estão «por detrás» da tomada. E como se tornaram parte natural do nosso ambiente, raramente se pensa na possibilidade de que possam não funcionar. Com as redes electrónicas do momento, somos constantemente lembrados da possibilidade da avaria, porque a sua infra-estrutura tecnológica é muito instável. Mas estão a tentar torná-las estáveis, de modo a que as pessoas já não as sintam. E as pessoas também não sentem a estrutura de poder que essas infraestruturas representam ou articulam; para tornar alguém consciente da possibilidade da avaria é uma atitude muito saudável em relação à realidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(153, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Erik Hobijn&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; -- membro fundador do Netband (The Egg of the Internet) é, desde 1995, artista residente da Kuenstlerhaus Bethanien em Berlim (onde passa mais tempo que em Amsterdão). Entre os seus trabalhos contam-se «Delusions of Self-Immolation» e «Dante Organ».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Andreas Broeckmann&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt; -- programador junto da V2_Organisation de Roterdão (onde passa mais tempo que em Berlim) de cujas iniciativas se podem destacar DEAF, Next 5 Minutes e V2_East, desenvolveu a sua tese sobre a fotografia científica do séc. XIX e consequentes articulações de subjectividade.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11147259-110963370943776360?l=bakinterview.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963370943776360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963370943776360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bakinterview.blogspot.com/2005/02/erik-hobijn-andreas-broeckmann-os.html' title='ERIK HOBIJN &amp; ANDREAS BROECKMANN: OS TECNO-PARASITAS'/><author><name>dr Bakali</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11147259.post-110963423406284141</id><published>2005-02-22T23:36:00.000Z</published><updated>2005-02-28T23:43:54.086Z</updated><title type='text'>ANDREW TAUBMAN:  CÓBOIADAS NA FRONTEIRA ELECTRÓNICA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(153, 153, 153); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A EFF -- Electronic Frontier Foundation -- não é apenas a organização pioneira da defesa dos direitos dos cidadãos na electroesfera, mas também a de maior influência junto do poder estabelecido, inspiradora de parte substancial do discurso de Al Gore, o vice-presidente americano defensor da auto-estradas da informação. Fundada em 1989, pela coesão das vontades de Mitch Kapor, John Gilmore e John Perry Barlow, mudou o seu quartel-general para a burocrática capital, Washington D.C., em 1991. Até meados do ano passado, a EFF foi um verdadeiro mito do ciberespaço, colhendo o reconhecimento unânime dos netcidadãos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Mas as coisas estão a mudar. O seu envolvimento no processo de aprovação da Digital Telephony Bill não foi bem aceite e a EFF acaba de sofrer a primeira cisão nas suas fileiras. Mitch Kapor (o principal patrocionador: cerca de 15% do orçamento da EFF sai do seu bolso) e John Gilmore, embora mantendo os seus lugares na administração, cederam a presidência a David Johnson (da Lexis Counsel Conect) e a vice-presidência a Esther Dyson (da EDventure). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;No Mónaco encontrámos Andrew Taubman, director executivo da EFF, que substituiu Jerry Berman de quem mais adiante se falará. Pedimos um café e pôs-se o gravador a andar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Há vozes que dizem que a EFF foi vítima do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;beltway gap&lt;/span&gt; (a cintura de auto-estradas que rodeia a capital, Washington DC, e, supostamente, a torna impermeável ao "país real")...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não há fronteiras. Isso queriam dois ou três jornalistas de modo a justificar os seus pontos de vista: de que Washington é uma "cidade do mal"; que até a EFF entrou em compromisso.É verdade que sofremos uma cisão. Somos uma organização privada por isso não vou dizendo que um de nós era isto ou aquilo. Mas nós e Jerry Berman&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;(1)&lt;/span&gt;, o responsável pela estratégia política (chief of policy) -- que antes ocupou o cargo de director executivo e foi "despromovido" à estratégia -- e após algumas discussões, resolvemos seguir caminhos separados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas Jerry Berman foi o principal responsável pela ida da EFF para Washington...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;                         &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;          &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;As pessoas esquecem que há quatro anos atrás a EFF anunciou que ia para Washington: como uma experiência. Para aprender e para descobrir se havia ou não a possibilidade de trabalhar dentro da "beltway" e no processo legislativo; de que modo esse tipo de relação era viável para o nosso tipo de organização e para o modo como vemos o futuro. E penso que sim, que há aspectos em que trabalhar desde dentro do sistema deu os seus resultados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto aconteceu porque percorremos um trajecto muito doloroso, no ano passado, sobre uma peça de legislação no Congresso, a "digital telephony bill". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O que a "digital telephony" preconizava era o direito das autoridades em fazer escutas nas comunicações digitais. Eles sempre puderam monitorizar os telefones, é um direito constitucional. Mas a tecnologia excedeu a capacidade de o fazerem facilmente. Por isso precisam de trabalhar em conjunto com as companhias de telefones para que estas desenvolvam e introduzam os meios de monitorizar essa nova tecnologia. Que a lei acabaria por ser aprovada é algo que nem se põe em questão. O director do FBI, Louis Freeh, visitou pessoalmente todos os senadores e metade do nosso Congresso... e enviou o seu adjunto à outra metade.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A questão que permanecia em aberto era saber se a lei aprovada seria aquela que eles andavam a vender --draconiana, negra, forçando as próprias companhias a colocar esta coisa nos telefones, permitindo-lhes vigiar-nos a partir dos seus gabinetes em vez de os forçar a arranjar um mandato &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;(2)&lt;/span&gt; -- ou se havia outra hipótese. Um dos senadores, preocupado com esta situação, pediu-nos que nos "sentássemos no meio", para apontarmos os principais perigos de modo e ajudar a produzir uma legislação melhor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Como organização não apoiámos nunca essa lei, não acreditávamos que ela era necessária e não queriamos, realmente, envolver-nos e colaborar na sua aprovação. Mas por fim decidimos que era mais útil fazer lutar por uma lei melhor do que permitir que ela passasse tal como estava. E Jerry fez um óptimo trabalho para concretizar essa estratégia&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;(3)&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O que conseguiram mudar, realmente?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O fundamental foi retirar às companhias de telefone a responsabilidade da instalação da tecnologia de escuta nos telefones. Se, por uma questão de custos ou por prejuízo à "performance" dos telefones, elas não o conseguirem fazer, então a lei não as pode obrigar. Até porque a decisão sobre tudo isto foi retirada das mãos do FBI para a FCC.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Globalmente, penso que fomos bem sucedidos, e essa não foi a razão do abandono de Jerry. Mas houve muita gente que nunca entendeu a lei -- nem se deu ao trabalho de a ler -- e criticaram a partir de rumores. Quiseram acreditar que despedimos o Jerry por isso. Na verdade, conseguimos cercear o poder que o governo e as autoridades se preparavam para ter neste assunto. O que para mim é frustante, é que as pessoas que criticam são exactamente aquelas que nunca se empenharam em perceber o que se passava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O sinal, que acompanhei através de várias mailing-listas, foi muito negativo. Parece-me que toda a gente tomou uma atitude radical...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Sim, é uma questão de preconceito digital. Não há uma área cinzenta: ou é branco ou preto; zero ou um. E muitas vezes assume-se que o que se lê é verdade, sobretudo as pessoas que estão mais perto da Net. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Tal como no caso de Pensacola, na Florida?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;(4)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Esse caso é surpreendente. Foram apenas duas BBS confiscadas... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Isso está confirmado? Tinham sido, supostamente, umas dezoito...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A primeira vez que li tinha sido todo o Estado, todas as BBs da Florida. O que havemos de fazer? É da natureza da Net, o que nós gostamos nela.&lt;br /&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Do sinal ao ruído&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não pensa que a facilidade com que um tema pode ser activado através da Net venha a desmobilizar as pessoas? Que o ruído se torne demasiado?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Penso nisso muitas vezes. E a conclusão a que vou chegando é que a Internet -- esta nova era da informação e a capacidade de nos exprimirmos -- irá transformar a sociedade. E já sabemos que as regras vão ser diferentes. As leis, por exemplo. Temos uma espécie de "leis da cultura": há coisas que se fazem e outras que não. Mesmo que a tecnologia o permita, não é correcto fazer "spam"; mas é correcto enviar "remailers" de mensagens o que, BTW, é outro modo de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;"spaming". Há uma diferença subtil no valor da mensagem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Penso que este tipo de leis ou regras são altamente evolucionárias e encontrarão sempre resposta para o desafio seguinte, e neste momento o desafio é: este alegre e activa troca de mensagens transformou-se em ruído. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O que isso significa é que iremos construir comunidades mais pequenas, auto-mediadoras das mensagens. No final seremos todos melhores cidadãos e mais responsáveis, permitindo o "encolhimento" do governo em vez do seu aumento, e distribuir o poder pelos indíviduos. As leis só são necessárias quando a cultura não faz o seu trabalho. Isto é o tipo de coisas que a internet pode fazer e o que esse ruído pode significar. Às vezes é preciso passarmos por um mau bocado para chegar à melhor parte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Falemos do governo, está decepcionado com a atitude dos democratas em relação aos direitos dos netcidadãos? Não lhe parece que estão a ser pouco... democratas?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Estás mesmo a querer arranjar-me problemas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A CIA não liga a Portugal já lá vão mais de dez anos. Eles não vão ler o BLITZ.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;(Drew Taubman ri-se com todo o seu metro e oitenta e picos e mais noventa quilos de peso. Está de fato e gravata mas à-vontade como se estivessemos numa esplanada junto à praia. Chega o café, que ele toma simples e negro, hábito estranho para um americano.)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A nova liderança republicana compreende melhor estes assuntos que a anterior. E sem dúvida que Newt Gingrich&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;(5)&lt;/span&gt;, que fala muito neste tema, o compreende melhor que qualquer pessoa que conheci no governo. E quando digo que compreende quero dizer que ele tem consciência das transformações que estão para acontecer e decidiu que é melhor estar do lado delas do que combatê-las. Al Gore também é assim. E quando acusam o Newt de "querer parecer o Al", ele responde "há uns anos atrás eramos os únicos a falar disto no Senado. São dois maluquinhos, diziam, e sentaram-nos ao fundo das bancadas" &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;(6)&lt;/span&gt;. Al e Newt têm opiniões diferentes em muitos assuntos, mas neste caso apoiam-se um ao outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O Partido Republicano diz que as acções falam mais alto que as palavras. Eles querem centralizar o governo e utilizar esta infra-estrutura da informação como um método de o fazer. Acham que todos devem ter acesso para não acabarmos com um sistema de castas. Acreditam na interacção entre os cidadãos e o governo na Net. Claro que isto é música para os nossos ouvidos. Mas teremos que aguardar para ver se é verdade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Nós lá em Portugal também temos um deputado que está sempre a falar na Internet. E também o chamam de maluquinho.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Explica-lhes isto: 100% do dinheiro de todo o mundo anda às voltas na Internet. 90% das comunicações que acontecem no mundo andam às voltas na Internet. E daqui a dez anos, 90% do comércio deste mundo andará às voltas na Internet. Portugal quer estar nos outros dez por cento?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;Ser ou não ser mimado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A Internet encontra-se, neste momento, já perto dos seus limites. O que acha que vai acontecer com a pressão dos grupos económicos a quererem aí instalar-se?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Já está cheia de demais, encaremos o facto. Cheguei atrasado porque estive no hotel à espera que o meu e-mail "downloadasse". São três da manhã dos Estados Unidos! e tive que esperar. Mas a garantia de que a infraestrutura continuará a crescer também passa por colocarmos mais e mais pessoas na Net. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais cheia estiver a Internet, maior a pressão exercida por esse mesmo tamanho. Na América o governo não irá construir a infraestrutura. O sector privado tende a ser mais rápido nas suas decisões de investimento, mais agressivo e mais comprometido para com os seus objectivos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Acho bem que seja o sector privado a construir a infraestrutura. Mas é claro que algumas das suas decisões são questionáveis. Quinhentos canais de TV são uma ideia idiota. Por várias razões: é a recapitulação do fracasso da indústria americana do automóvel: pretende-se saber mais sobre o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mercado que o próprio mercado. Muitas das televisões por cabo americanas têm já "pay-per-view". Menos de 18% dos subscritores desses canais utilizam o "pay-per-view". E menos de 10% dessa percentagem, utilizam-no regularmente. Ninguém vai ganhar dinheiro com isto. Mas vão construir a infraestrutura na esperança de que outras utilizações ocorrerão. Se eles falirem e a infraestrutura lá estiver, então nós poderemos utilizá-la (risos) para coisas mais valiosas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E vamos conseguir continuar a utilizar a Net ou não?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Dez minutos é o tempo máximo que pode levar uma mensagem a passar na Net. Quanto tempo levam os Correios? Ás vezes temos que pôr as coisas em perspectiva. Temos tendência para ficarmos mimados. O importante não é a tecnologia, o quão rápida é, etc. O que realmente importa é que os nossos valores permaneçam claros. Que mantenhamos a privacidade digital, que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;asseguremos a liberdade de expressão, que o acesso à informação seja livre e líquido, que os custos sejam baixos e, que a infraestrutura em si seja fácil de manejar, não só para ser acessível mas também para que o seu uso seja disseminado. Tudo o resto seguirá. O importante é lembrarmo-nos de fazer o que á certo, porque isso nos torna poderosos enquanto indivíduos, melhor cidadãos. Estas são realmente transformações lindas. E se formos conscientes disso, o resto pouco importa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas o meu ego virtual não é melhor que eu mesmo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas acredito que tenhas partilhado coisas com pessoas na Net que o não fizeste com amigos durante anos. São os dois lados da moeda: a Net permite-nos ser mais intímos, mas também permite que sejamos ainda uns maiores filhos da puta. É parte da natureza do animal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Eu não pretendo saber o que as outras pessoas devem fazer. Mas eu sou eu na Net. Não tenho olhos, nem ouvidos, nem mãos, nem outro modo -- a não ser esses smileys parvos -- para expressar-me emocionalmente que não o modo claro e sincero como escrevo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;(1) Jerry Berman, também chamado de "Old Inside-the-Beltway Jerry", é formado em direito e o maior responsável pela decisão, tomada em Janeiro de 1991, da EFF se mudar de Cambridge  (Massachussetts) para a capital norte-americana. Já em Junho do ano passado (ver Wired 2.06) esta mudança era encarada como um corte umbilical com as gentes da Net.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(153, 153, 153); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(2) Tal como o FBI pretendia, o mandato de vigilância podia ser emitido por qualquer magistrado e não, somente, por um juiz. O sistema legal americano tem uma hierarquia onde essa distinção...bláblá&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(153, 153, 153); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(3) A EFF estabeleu cinco pontos de negociação vitais: 1- que o processo se desenrolasse "às claras" de todo o público 2- que a privacidade das transacções devia ser preservada 3- que os custos fossem suportados pelo governo, de modo que através do orçamento se saiba quanto é que o gverno gasta com as escutas 4- que a Internet, e as redes privadas de telefones, fossem retiradas da lei 5- Exigência maior no tipo de magistrado que pode lavrar o mandato. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;"Eles so têm 500 milhões de dólares para comprar esta tecnologia e as melhores estimativas apontam para três a quatro vezes mais esse preço. A luta pelo dinheiro vai ser este ano, não o ano passado." No fundamental, Drew Taubman acredita que a lei nunca vai ser implementada porque o governo não tem, nem vai ter, o dinheiro para o fazer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(153, 153, 153); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(4) O primeiro relato das buscas e confisco das BBS na Florida foi completamente apocaliptíco, com relatos da polícia sequestrando famílias inteiras com armas em punho ou um sysop paraplégico que foi obrigado a sentar-se ao sol uma tarde inteira. Falava-se de uma operação em larga escala, visando o extermínio de todas as BBS do Estado. Dizia ainda, essa primeira mensagem, que a EFF havia enviado oito funcionários para a Florida. Nada disto era, afinal, correcto. Apenas duas BBS foram confiscadas por existência de material pornográfico, os seus sysops ainda não foram formalmente acusados, e a EFF não enviou ninguém, embora Shari Steele esteja a acompanhar o caso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(153, 153, 153); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(5) Newt Gingrich é o líder do Partido Republicano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;(6) Soa familiar? Um abraço para o nosso deputado José Magalhães.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11147259-110963423406284141?l=bakinterview.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bakinterview.blogspot.com/feeds/110963423406284141/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11147259&amp;postID=110963423406284141' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963423406284141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110963423406284141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bakinterview.blogspot.com/2005/02/andrew-taubman-cboiadas-na-fronteira.html' title='ANDREW TAUBMAN:  CÓBOIADAS NA FRONTEIRA ELECTRÓNICA'/><author><name>dr Bakali</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11147259.post-110986904804397775</id><published>2005-02-22T16:53:00.000Z</published><updated>2005-03-03T16:57:28.066Z</updated><title type='text'>SHARI STEELE (EFF): PACIFICAR O TERRITÓRIO DOS "FORA-DA-LEI"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 153); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;A EFF-Electronic Frontier Foundation foi criada na primavera de 1990 por John Barlow (escritor das líricas dos Grateful Dead), Mitch Kapor (fundador da Lotus Development Corporation), Steve Wozniak (o sócio de Jobs na criação da Apple/MacIntosh) e John Gilmore (pioneiro da Sun MicroSystems). No seu horizonte perfilham-se duas batalhas fundamentais: a do livre acesso às comunicações, e a protecção dos direitos civis dos «fora-da-lei». Que na maior parte dos casos só o são porque do&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;velho Oeste selvagem à fronteira electrónica pouco ou nada mudou, é a lei do mais forte que impera. Shari Steele, advogada, é&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;directora dos serviços legais da EFF e esteve em Lisboa para participar no colóquio «Portugal na Internet».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Em Setembro de 1988, o ciberpirata conhecido por&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;«Profeta» penetrou no AIMSX da BellSouth (uma das filiais da AT&amp;T, a maior companhia telefónica americana), e fez uma cópia do documento E-911 para o seu próprio computador ao mesmo tempo que o lançava na Jolnet. O E-911 descrevia o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;funcionamento do serviço telefónico de emergência, para o qual se marca o número 911 nos Estados Unidos, como o 115 em Portugal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Craig Neidorf, mais conhecido por «Knight Lightning», edita o conteúdo do E-911 na sua revista, «Phrack». Seria preso a 9 de Fevereiro de 1990.&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Já em tribunal, a BellSouth reclama que a informação contida no E-911, para além de confidencial, tem um valor aproximado de 80 mil dólares. O advogado de defesa explica que essa informação vale 13 dóleres e pode ser obtida fácilmente através da própria Telefónica: o documento é enviado por correio, por um preço simbólico, a qualquer assinante que o solicite. O julgamento é anulado e as fichas dos Serviços Secretos sobre «Knight Lightning» são destruídas, mas este fica endividado para com os advogados. A EFF participa, ajudando-o monetáriamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O julgamento de Steve Jackson arrasta-se por mais tempo. Os Serviços Secretos, duas semanas após a prisão de «Knight Lightning» e sob a acusação de que na Steve Jackson Games Inc. existiria também uma cópia do E-911, invadiram a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;empresa confiscando-lhe todos os computadores e «diskettes». Steve Jackson viu-se impedido de publicar a sua última obra, pois a única cópia existente estava armazenada no disco duro de um desses computadores. Foi obrigado a despedir nove dos seus dezanove empregados e esteve à beira da falência. A EFF encarregou-se do seu processo. Ganhou duas das três petições movidas contra o Estado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Estes acontecimentos foram o início da maior ofensiva de repressão aos «fora-da-lei» electrónicos organizada pelos Serviços Secretos, National Security Agency e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;FBI, sob o nome de código «Operation SunDevil».&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O E-911 foi o móbil, ou o delito palpável, de toda a repressão. Mas o que realmente inspirou a Operação Sol do Diabo foi a falha do sistema da AT&amp;T no dia 15 de Janeiro de 1990, que deixou grande parte da América sem comunicações telefónicas. Nesse dia comemora-se o feriado nacional de Martin Luther King, o que veio aumentar a suspeição de uma «acção concertada». Muito embora a AT&amp;amp;T tenha reconhecido que o «crash» não fora obra de quaisquer piratas cibernéticos mas de um erro no seu próprio «software», a comunidade telefónica, sedenta de vingança, decidiu acusar os «hackers» e fazer uma demonstração da sua força. Os «hackers» contra-atacaram, e a EFF desempenhou, e desempenha, um papel fundamental na luta pelos direitos e liberdades dos ciberitas. Shari Steele é uma das pessoas envolvidas nessa luta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 153); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Quais as duas petições, no processo de Steve Jackson, em que vos foi dada razão e a outra que perderam?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;A primeira prende-se com&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;correio electrónico. Como Steve Jackson mantinha uma BBS, possuía no seu computador informação e correspondência de pessoas que não se encontravam sob investigação. Houve pois uma violação da privacidade. Apenas três dos utilizadores dessa BBS processaram o Estado. Todos eles têm agora direito a uma indemnização.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A segunda petição tem a ver com a protecção especial que os editores usufruem na lei americana, por causa da liberdade de expressão. Não é permitido, nos EUA, actuar de modo a que uma publicação seja abortada. No caso de Steve Jackson, deviam ter-lhe dado um pré-aviso, de modo a que pudesse efectuar qualquer tipo de cópia do livro que ia publicar. Como tal não foi feito, há também direito a uma indemnização. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A petição que não ganhámos diz respeito aos mandatos de busca. É possível efectuar uma busca e apreensão sem revelar ao investigado o conteúdo desse mesmo mandato, isto é, sem que ele saiba o que a polícia procura. O que nós solicitámos foi que o conteúdo do mandato de busca à empresa de Steve Jackson fosse tornado público. Para já não o conseguimos, mas como é proibido destruir esse tipo de informação, um dia saberemos o que lá estava escrito. A questão é saber se a apreensão do computador foi legal ou não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;No célebre caso do E-911, grande parte da investigação foi realizada pela segurança da BellSouth, ou seja, por investigadores privados. Quem actuou foram os Serviços Secretos. Nessa altura levantou-se&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; &lt;b style=""&gt;a questão da legitimidade do processo, já que o público não tem acesso às informações de uma investigação privada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;É assim, de facto. Mas&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;os SS actuaram em face de uma certa quantidade de informações que os investigadores privados lhes forneceram. E a partir do momento em que os SS detêm essas informações, elas passam a pertencer-lhes, e a todo o processo jurídico posterior. Desse modo, porque estão em poder de uma organização do Estado, o público terá direito a saber o que continha essa investigação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Afirmou à pouco, durante a conferência, que a EFF se dedicava à acessibilidade da informação e à defesa dos direitos civis da comunidade electrónica. Se a segunda acção me parece mais clara, num mundo de injustiças sociais o que querem vocês dizer com «todos têm direito a pertencer à comunidade electrónica»? A pobreza é um problema estrutural das sociedades, não das redes.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Tem razão. Mas nós acreditamos que as telecomunicações devem ser consideradas como um bem essencial, como a àgua canalizada, p.e. Sabe que nos Estados Unidos a comunicação&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;telefónica é considerada como tão básica que há muitos casos em que a sua instalação é subsidiada pelo Estado? Faz parte da nossa legislação. O que pretendemos é que as comunicações por computador usufruam das mesmas benesses. Por isso estamos sediados em Washington e esse trabalho consiste em pressionar os legisladores e o Congresso. O outro lado, do qual eu faço parte, dedica-se a prestar ajuda nos casos legais e em tribunal.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Há tempos a revista «Newsweek» falava dos sem abrigo («homeless») que tinham acesso a computadores. Como é que pessoas sem casa para morar podem surfar na rede?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Isso passa-se em Santa Mónica. São coisas da Califórnia. Como os chuveiros da praia não eram utilizados durante o período da noite, disponibilizaram-nos para que os «homeless» aí pudessem tomar banho. Depois a Universidade lembrou-se de instalar um terminal para eles. Não penso que seja um fenómeno significativo, mas parece que alguns, de facto, o utilizam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Após a polémica do «clipper chip», eis que o FBI quer aprovar a «digital telephony». Pode-nos explicar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;O «clipper chip» permite a descodificação de mensagens cifradas, é uma «chave» para a descodificação que fica nas mãos do Governo. O argumento oficial para desdramatizar o «clipper chip» é que continua a ser possível o envio de mensagens em outros códigos, cuja «chave» não é detida por ele.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;É um contrasenso.&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;Tem algum sentido pensar que os verdadeiros marginais, espiões, terroristas, etc., vão utilizar um código passível de ser lido pelo «clipper chip»?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Então para que serve? Para monitorizar as mensagens inofensivas e o cidadão comum? Note que, no regulamento dos produtos importados pelos EUA,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;as tecnologias&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;criptográficas são incluídas na lista de material de guerra. Importar um código é o mesmo que importar uma ogiva nuclear?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao «digital telephoning», que ainda não foi aprovado pelo Congresso, obriga aos prestadores de serviços na rede a incluírem uma espécie de «porta das traseiras» nos seus computadores, de modo a que os investigadores possam aí penetrar a qualquer momento e monitorizar o que se passa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;O que é que você sabe da «Legion of Doom»?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Sei alguma coisa. O que é que quer saber?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;(Olhar vagamente inquiridor)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Não lhe vou dizer quem são &lt;b style=""&gt;(risos)&lt;/b&gt;. Mas posso dizer-lhe que não são mais que adolescentes, pálidos e curiosos, que não parecem nada ameaçadores. Criou-se uma imagem em torno da «Legion of Doom», e das suas potencialidades criminosas, que em nada corresponde ao que eles são. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;A Era Electrónica, ao mesmo tempo que revela um Estado «orwelliano» e as paranóias dos Serviços Secretos, não veio permitir que jovens inocentes...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Eu não disse que eram inocentes... &lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;...que jovens mais ou menos inofensivos possam dar de si uma ideia de extremo poder? Afinal «mandar abaixo» todo o sistema da AT&amp;T é como um acto de guerra, capaz de causar prejuízos graves para o país.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Mas eles foram acusados disso? Não é possível. O «crash» da AT&amp;T foi provocado por uma deficiência no programa. A empresa do Dave &lt;b style=""&gt;(apontando para o namorado, que confirma)&lt;/b&gt; foi responsável pelo programa, e sabem que existia um «bug».&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;Isso foi&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;uma pura especulação.&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Especulação que funciona do mesmo modo que a imagem do Adamastor para os navegantes quinhentistas. O que não se sabe, atemoriza. «Não é do escuro que tenho medo, mas do que lá não vejo», dizia o outro. Os cibernautas dão um novo mundo ao mundo e terão que sofrer as tempestades e a cobiça. Mas sempre partem com uma vantagem: já se sabe que Terra é redonda e todos os caminhos vão dar à Net.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11147259-110986904804397775?l=bakinterview.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bakinterview.blogspot.com/feeds/110986904804397775/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11147259&amp;postID=110986904804397775' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110986904804397775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110986904804397775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bakinterview.blogspot.com/2005/02/shari-steele-eff-pacificar-o-territrio.html' title='SHARI STEELE (EFF): PACIFICAR O TERRITÓRIO DOS &quot;FORA-DA-LEI&quot;'/><author><name>dr Bakali</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11147259.post-110986685369330637</id><published>2005-02-20T16:16:00.000Z</published><updated>2005-03-03T16:23:17.250Z</updated><title type='text'>RYAN WATKINS:  A DIMENSÃO X</title><content type='html'>&lt;h1 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ELEMENTAR, MEU CARO WATKINS!&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Ryan Watkins é um dos programadores da Dimension X, a empresa fundada por Carl Jacob e que com pouco mais de ano e meio de vida já se posiciona como um dos mais fortes aliados de Bill Joy e da sua Sun Microsystems na estratégia para a Internet. Que é como quem diz: “pode passar-me essa chávena de Java?”. &lt;/span&gt;&lt;o:p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify; color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Basicamente, a Dimension X ocupa-se de duas áreas vitais no novo mundo da World Wide Web: por um lado desenvolve aplicações de criação, como o “Liquid Reality” -- uma série de ferramentas para incorporação de animações 3D dentro de ambientes VRML (Virtual Reality Markup Language) -- e o “Liquid Motion” -- um programa baseado em Java que permite desenvolver animações, audio e interactividade. Por outro, a Dimension X cria web-sites para clientes tão distintos como a AT&amp;T, MCA Records, Sega, Intel, e o próprio site da Sun, onde potencializa os seus produtos. Como eles mesmos se definem: “our sites are browser-agnostic”, ou seja, a base em Java permite-lhes fazer correr as aplicações -- sejam animações ou outras -- sobre qualquer plataforma, independentemente do sistema operativo que o utilizador está a correr. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Ryan Watkins esteve em Lisboa, para falar do Java, uma linguagem de programação em que ele acredita piedosamente, no sentido apostólico com que os cristãos aceitam a ressureição. Exageros à parte, o Java parece ser a primeira peça de uma transformação radical da ciência da computação, que passará pela substituição dos pesados e solitários “desktops” por estações de trabalho ligados telematicamente ao ciberespaço. Já aqui abordámos o tema. Mas adiante.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“Há vinte anos que a Net existe. Mas só a partir do momento em que apareceu a World Wide Web é que ela se tornou extremamente fácil de usar. É só clicar e funciona. O Java é essencial no modo como vem revolucionar o desenho das páginas. E o modo como as páginas evoluiram foi assim: quando Tim Burtons-Lee criou a página com hipertexto, com links que a ligavam a outras fontes, não acreditava que se pudessem introduzir imagens. Depois veio Marc Andresseen e disse que alguma coisa devia acontecer na página, porque isso permitiria utilizar aplicações tão facilmente como as links da Web. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas apesar de se conseguir colocar imagens na página, o “layout” acaba sempre por ser limitado, isto é, há um limite para as coisas que podem acontecer na página. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os applets Java são uma linguagem de programação total, de tal modo que podemos escrever seja o que fôr, qualquer coisa que seja imaginada. A grande mudança que o Java vem trazer à Web é que, agora, tudo pode acontecer nessa “janela”. Podes até abrir uma janela fora do browser e fazer algo diferente em simultâneo. Penso pois que o Java vem aumentar drasticamente o nível da interactividade.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E de que modo irão evoluir os browsers já que, parece, deixarão de ser apenas ferramentas de leitura? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“Hoje o web browser é só mais uma aplicação, uma das muitas que correm sobre os processadores do computador. Mas penso que, num futuro próximo, já não teremos o Microsoft Windows, teremos o Netscape. E o Netscape não será somente um web browser mas uma complexa variedade de aplicações mais tudo o que se possa desenvolver em Java. Não será mais uma questão de Mac OS &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(OS=Sistema Operativo)&lt;b style=""&gt; ou Windows OS ou Unix, mas um sistema operativo de redes, e o Java será uma componente vital desse OS porque pela primeira vez podemos usar uma linguagem de programação para escrever toda uma variedade de coisas.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tal como os browsers, também os computadores irão transformar-se. Vamos deixar de ter disco local e utilizar “thin clients”, estações de trabalho que buscam os programas e aplicações que necessitam na rede? &lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“Eu não acredito, realmente, na ideia de um computador sem disco rígido. Há alguns anos atrás pensou-se num servidor e estações de trabalho sem disco. Toda a gente odiou estas &lt;i style=""&gt;pobres&lt;/i&gt; estações de trabalho porque, quando se dispõe de uma grande quantidade de informação, não é nada funcional que elase encontre completamente espalhada pela rede. O outro problema é o do controlo sobre a tua informação. Toda a gente gosta de saber que pode fazer uma cópia, que é dele, que está no seu bolso e que mais ninguém pode ter acesso a ela. Talvez daqui a alguns anos este problema seja resolvido, talvez exista uma maior segurança em ter a informação espalhada, mas por agora é, sobretudo, uma questão psicológica. Eu tenho um PC na secretária. Ele pertence, realmente, à empresa, mas é o &lt;i style=""&gt;meu&lt;/i&gt; PC.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Que tipo de negócios estão mais rapidamente a emigrar para o Java?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“Gente que está a fazer multimédia; que no passado fizeram CD-Roms e agora querem mudar-se para a Net. A grande vantagem do Java -- tal como da rede -- é ser multi-utilizador. O CD-Rom, o multimédia anterior, eras tu, sózinho, com a tua máquina. Mas agora já não se trata de uma experiência solitária, mas de uma experiência distribuída. Vais a um sítio onde podes conhecer outras pessoas.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O facto de cada vez existirem cada vez mais aplicações disponíveis na rede, ou melhor, o facto de estarmos a evoluir para um ambiente onde os programas têm de ser importados através da rede não virá a colocar imensos problemas de direitos de autor?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“Sobre esse aspecto , poucas são as certezas. Não se pode dizer que os direitos de autor, pura e simplesmente, desaparecerão. As pessoas escrevem o seu código e é legítimo que esperem qualquer coisa em troca. Terá que existir um mecanismo de pagamento em que se paga por alugar software, ou em que este aluguer pode ser pago pela publicidade que o acompanha. Mas mudar-se-á, de facto, o mecanismo de distribuição. Não irás à loja comprar uma cópia da Microsoft, instalá-la, e perceber que adquiriste&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;uma versão antiga. Esse tipo de acidentes, de desfazamentos, deixarão de existir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Outra coisa que poderá vir a ser possível, é um mecanismo onde o pagamento é feito&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pelo uso específico de uma aplicação ou programa, e não pelo item em si, pela propriedade de uma cópia do programa. Isso pode ser útil. Eu recebo um documento em Microsoft Word e quero convertê-lo em html. Por isso, é justo que apenas pague o conversor, a parte que, realmente, utilizo. Cada vez mais o software está a optar por esta solução de componentes; não tens que comprar toda a aplicação, mas apenas os módulos que necessitas para o teu trabalho.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Já não terei todas aquelas janelas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“Sim, comprarás funcionalidade. Como o Photoshop, por exemplo. Nem uma única vez utilizei a maior parte dos formatos. Na rede irei, muito provavelmente, encontrar um Photoshop apenas com gifs e jpgs, talvez tifs; que é tudo o que uso.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nos Estados Unidos, a Decency Act Bill lá acabou por passar...&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“Passou. Mas a maioria das pessoas discorda da lei. Já houve um juiz que afirmou que não seria possível incrementar a lei. Penso que é uma coisa feita por funcionários do governo que não gostam destas coisas &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(da telemática)&lt;b style=""&gt; nem querem que elas lhes escapem do controlo; mas por outro lado não percebem, minimamente, como funcionam. Eles pensam assim: &lt;i style=""&gt;o acesso à pornografia é mau, por isso, porque não torná-lo ilegal?&lt;/i&gt; Pelo seu raciocínio, o que é mau deve ser restringido. Mas as pessoas da Net têm uma cultura diferente, elas é que decidem ao que querem aceder ou não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O outro paradoxo é que a lei torna ilegais coisas online que , na vida real, são perfeitamente legais. Por isso há inconcistências entre o cidadão fisíco e o cidadão electrónico, e isto é completamente ridículo.”&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Como a pornografia nas ruas, vendida sobretudo a jovens entre os 13 e 15 anos, segundo as estatísticas americanas? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“Há uma boa frase do John Gilmore. Ele diz que a Internet trata a censura como um bug. É só rodear o problema ou colocar o servidor na Dinamarca. Tudo se resolverá.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Como diria Holmes: elementar, meu caro Watkins. É mesmo assim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11147259-110986685369330637?l=bakinterview.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110986685369330637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110986685369330637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bakinterview.blogspot.com/2005/02/ryan-watkins-dimenso-x.html' title='RYAN WATKINS:  A DIMENSÃO X'/><author><name>dr Bakali</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11147259.post-110986719477575543</id><published>2005-02-19T16:23:00.000Z</published><updated>2005-03-03T16:26:34.793Z</updated><title type='text'>JON SNODDY: A TECNOLOGIA NÃO BASTA (PARA MUDAR O MUNDO)</title><content type='html'>&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A caminho das mesas Jon Snoddy questionava-se, «não sei em que ponto está o desenvolvimento do multimédia aqui, mas toda a gente pergunta o mesmo que os jornalistas americanos há dois anos atrás: "a RV não será uma nova droga, capaz de viciar? Será que depois de várias horas utilizando um capacete de RV as pessoas não terão problemas em percepcionar o real?"».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Snoddy é co-director e «Creative Development Lead» -- é o que diz o seu cartão de visita tipicamente West Coast, com tradução japonesa no verso -- do Estúdio Disney de Realidade Virtual. É, até 15 de Dezembro, quando expira o seu contrato. Vai trabalhar num novo projecto, liderado por três gigantes da indústria mediática. «Dreamworks?» perguntei eu, a lembrar-me da sangria que Katzenberg faz ao seu ex-amigo Eisner. Snoody sorriu e respondeu que isso só se saberia daqui a duas semanas. Está bem, a gente espera. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Como não me apetecia perguntar se a RV vicia (que espanto, se a Web e os Talkers fazem o estrago que fazem!) entrámos pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bláblá &lt;/span&gt;consensual da Net e do que lhe ia acontecer no futuro. Assim:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Isso lembra-me que há dez anos atrás a emissão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b style=""&gt; de televisão mudou com o advento dos satélites -- antes disso os canais tinham que possuir tudo: tinham que sair, recolher as notícias e colocá-las no seu emissor -- mas a partir do momento em que apareceram os satélites qualquer televisão local podia «arranjar» uma história, enviá-la &lt;/b&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;beam&lt;/span&gt;, reflexologia StarTrek na língua)&lt;b style=""&gt; para o cima e todos podiam «dowloadá-la» do satélite. Lembro-me de ter pensado que isso ia mudar o mundo; passava a existir uma igualdade. Mas não mudou &lt;/b&gt;(risos)&lt;b style=""&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O que me faz concluir que, aparentemente, a tecnologia não basta. A tecnologia pode providenciar oportunidades, mas as pessoas têm de as desejar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Deixa-me regressar à tua pergunta. Uma das primeiras questões é legislativa. Será que o governo vai manter a Internet «aberta»? Ou vão deixá-la comprar? Penso que a irão manter aberta. Parece-me inconcebível que o governo seja tão curto de vista que venda as auto-estradas. Mesmo assim, o que as pessoas farão -- para dar um exemplo referido aqui mesmo nesta conferência quando se falava de «video on demand»: diziam eles que bastava disponibilizar as dez melhores películas para responder aos desejos de oitenta e cinco por cento do público -- isto é chocante! Que dez filmes satisfaçam tanta gente. Mas é verdade! As grandes companhias, realmente, providenciarão coisas que as pessoas gostam, coisas para as quais elas migrarão. Mas tudo bem. O que nós queremos assegurar é a possibilidade de acesso de outras vozes, que pequenos grupos de pessoas possam estar no ar. Mas é preciso que as pessoas o queiram, que tenham uma cultura que os leve a actuar. Esta é uma janela de oportunidade, um momento breve na história onde pessoas com ideias muito diversas têm acesso, e podem... tu sabes, tenho amigos que estão em casa a fazer web pages e têm dezenas de milhares de hits por dia. E isso é mara vilhoso, poderes publicar algo que tanta gente pode ver. Se criarmos uma cultura onde nós todos fizermos a nossa parte para sermos ouvidos, faremos disto um verdadeiro diálogo. Não podemos ser preguiçosos e preferir visitar um lindo web-site e não fazermos as nossas próprias páginas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Uma coisa que me tem surpreendido é que agora tenho muitos mais amigos que antes. Já não preciso da proximidade fisica para conhecer e travar amizades. E a diferença é que as relações agora estabelecidas são de verdadeira empatia. Achas que isto é o último sonho para a geração que falhou a revolução hippie? (Confesso que me lembrei desta pergunta porque Snoddy usa os seus cabelos grisalhos presos num longo rabo-de-cavalo. Imagens feitas).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Eu estava na escola primária e perdi os sessenta, mas como quase tudo o que pensamos dos sessenta realmente aconteceu nos inícios dos anos setenta, não interessa. Penso que esta noção de acesso igualitário e a diversidade... a diversidade, penso que é esta a noção correcta. Encanta-me browsar simplesmente pela Net, do modo como uma ideia nos leva a outra ideia, o fluir da consciência &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(the stream of consciousness)&lt;b style=""&gt;. E gosto do modo como as pessoas... se suportam umas às outras -- isto é algo que penso que os sites comerciais não adoptarão -- mas quando eu vou para qualquer site ou para qualquer assunto... no meu jardim construi um pequeno lago com peixes e pessoalmente não conheço ninguém que também o tenha feito; mas na web, há sítios em que as pessoas colocam fotografias dos seus lagos, e a todas as páginas que vais as pessoas listam os seus cinco sites favoritos que estão a fazer o mesmo. Há um sentido real da partilha, de ligar em vez de proteger, e isso é importante. As pessoas não parecem estar a competir, para além de tentarem fazer o seu web-site melhor e mais bonito, e não tentam excluir-te. Ao contrário dizem-te: eis outros cinco lugares que acho maravilhosos. Gosto muito dessa parte, de quase todos os locais onde vamos terem recomendações. Isso é o mais parecido com o espiríto dos sessenta: partilhar e juntar as pessoas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Durante a conferência falaste no design da «caixa», isto é, do computador-televisão-telefone do futuro. O que existe faz-nos sentirmo-nos parvos a falar, inconfortáveis a ler. Como vamos resolver esse problema?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O computador pode fazer tudo o que qualquer outro aparelho electrónico faz. É uma caixa totalmente programável, um aparato mágico que pode transformar-se em qualquer coisa. No meu trabalho utilizo muitos os computadores para edição de vídeo e audio. E quando surgem os fundidos mais complicados, os técnicos vão buscar um «fader» manual. Sentem-se mais confortáveis com os botões. E não utilizam as colunas dos computadores, mas outras, de melhor qualidade. Acontece uma coisa muito curiosa: há uma espécie de fusão arrumada de ideias entre a ciência dos computadores , o audio, etc., e penso que o mesmo vai acontecer noutros campos: é um pouco desastrado tentar falar com alguém através do computador, mesmo que este seja também um telefone. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Nós fizémos um breve estudo sobre o modo como as pesooas falam entre si. E há uma grande diferença consoante o tipo de aparelho que utilizam . Se utilizo o telefone, tenho um tipo de conversa; se uso um microfone, tenho outro tipo de conversação. Talvez estes padrões &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(patterns)&lt;b style=""&gt; se tenham desenvolvido porque temos uma grande história de utilização desses aparatos, mas se quisermos telefonar com o computador, ele terá que mudar. Provavelmente tornar-se mais parecido com um verdadeiro telefone. Para ler notícias, por exemplo, teremos algo mais parecido com um livro. Sinto-me horrívelmente quando estou sentado frente a um ecrã, porque fico de costas voltadas para o resto das pessoas na sala; enquanto se estivessemos os dois a ler à volta de uma mesa de biblioteca, isso é muito social. Gostaria de ter uma tábuas, que pudessemos descansar no colo, que nos permitissem ler e browsar, em vez da postura de olhar para um ecrã. Vai ser giro ver como estas coisas vão evoluir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Para quando supões que haverá Realidade Virtual distríbuida através da Net?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se esqueceres a ideia de fidelidade, de qualidade visual, podes dizer que alguns web-sites já têm ambientes virtuais. Há alguns sites que têm vários ambientes que se atravessam, portas para cruzar, etc. Penso que a RV é algo que me permite suspender a descrença &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(disbelief)&lt;b style=""&gt; e acreditar que lá estou. Se eu puder fazer isso com uma imagem, então eu posso «esticar» a definição para dizer que um web-site, p.e., é Realidade Virtual. Mas talvez esteja a esticar muito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Penso que iremos ter, quase imediatamente, uma combinação de CD-Rom que servirão para armazenar imagens e web-sites&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;-- aliás estive numa companhia, recentemente, que está a desenvolver isso mesmo -- e trata-se de uma combinação poderosa. Há um total imediatismo, com os textos e as links a chegarem por linha, e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;as imagens a serem fornecidas pelo CD-Rom. Dentro de um ano esse sistema já estará em funcionamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Por outro lado, o próximo Natal é crucial para os capacetes de RV. Dois projectos importantes acabam de morrer -- Hasborough e o Jaguar da Atari; penso que os iriam comercializar, o computador e a «caixa», por trezentos dólares &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(cerca de cinquenta mil escudos)&lt;b style=""&gt;. Penso que a ideia de «vestir» um capacete ou uns óculos é bonita, quando é bem feita. Há realmente uma sensação de imersão, de transporte. Mas preocupo-me porque penso que as empresas o vão fazer mal, o que provocará uma recessão. Por isso digo que este Natal é crucial; há vários produtos na rua e se algum deles vender bem, o resto das companhias ganhará confiança para prosseguir. As corporações são como lémures, têm que seguir alguém. Se alguém perder muito dinheiro, as coisas podem congelar . &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Falaste da tua primeira experiência com a RV, em 1987, nos laboratórios da NASA (incluir aqui longa história sobre o meu primeiro vôo espacial a bordo de um sistema inglês).&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Como foi a RV a preto e branco?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O preciso momento em que percebi que isto era importante foi quando... eu estava numa torre, numa estação orbital, mas eram só linhas brancas num fundo negro, e disseram-me para voar até ao topo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Então, voei até ao topo. Estava na sala de conferência, conversando com os técnicos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que faziam a demonstração -- não havia som -- e decidi dar um passo no espaço e foi-me muito difícil. Sabia que estava na sala, conversava com outras pessoas que se encontravam a meu lado, mas qualquer coisa dentro de mim dizia-me «não o faças. É perigoso». E eu disse para os meus botões «Uau, isto é incrível. Esta estranha peça de computador pode tomar conta dos teus sentidos». Estamos todos à procura do que fazer com este medium. É uma nova forma artística e agora temos que descobrir o que fazer com ela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Viciar-nos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11147259-110986719477575543?l=bakinterview.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bakinterview.blogspot.com/feeds/110986719477575543/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11147259&amp;postID=110986719477575543' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110986719477575543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110986719477575543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bakinterview.blogspot.com/2005/02/jon-snoddy-tecnologia-no-basta-para.html' title='JON SNODDY: A TECNOLOGIA NÃO BASTA (PARA MUDAR O MUNDO)'/><author><name>dr Bakali</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11147259.post-110986780064601351</id><published>2005-02-17T16:27:00.000Z</published><updated>2005-03-03T16:37:27.046Z</updated><title type='text'>RAFAEL LOZANO-HEMMER: "CHEGÁMOS AO FIM DO HUMANISMO"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(153, 153, 153); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Rafael Lozano-Hemmer foi o principal organizador da 5ªCyberConf que se realizou na capital espanhola. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Media artist&lt;/span&gt; como agora soi classificar-se, Rafael&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;trabalha em áreas de vanguarda tais como a telepresença, teatro tecnológico, instalações e «performances» (o léxico artístico anda a pedir forte reciclagem). As suas obras foram expostas em múltiplos lugares: Musée d'Art Contemporain (Montreal), ARCO (Madrid), Centro Nacional das Artes (México), European Media Art Festival (Osnabrück), Karlstad University (Suécia), Akademie der Bildenden Kunste (Nuremberga), Music Gallery (Toronto), Musée du Québec (Québeque), Hallwalls Gallery (Buffalo) e SIGGRAPH'93 (Anaheim). Excepcional poliglota para um castelhano, tem realizado também várias conferências, no Art Futura do ano passado, no Milia e na ARCO, por exemplo. Editou, por convite, um número da célebre revista Leonardo, e é colaborador regular da Mediamatic Interactive Publishing de Amsterdão. Pelos prémios, vamos passar uma esponja sem deixar, contudo, de referenciar a sua mais importante peça de telepresença --&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;"The Trace" -- distinguida no 1995 Ars Electronica Festival de Toronto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Quem consultar a Internet, ficará ainda a saber que Rafael estudou Físico-química (physical chemistry) na Universidade de Concordia, em Montréal, um tema estranho do qual alega apenas se lembrar do nome da tese: "Ester Cleavage by Cyclodextrins in Aqueous Dimethyl Sulfoxide Mixtures: Substrate Binding versus Transition State Binding". Terá sido por isso que mudou de profissão?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ontem falavas do conceito de Walter Benjamin para distinguir, na arte, o original da cópia: a «aura». Que mudanças podemos esperar, na Era Digital, tanto em relação à produção artística como à economia da arte?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;        &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RL-H&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O livro de Benjamin, «A Arte na Era da Reprodutibilidade Mecânica», sugere-me a seguinte reflexão sobre o desaparecimento da «aura»: no mundo digital, no mundo da arte electrónica, já não se aplica a ideia de Benjamin, de que a reprodução extirpa a «aura». Estamos a viver o regresso da «aura», o retorno da ideia de uma experiência singular e original desde uma perspectiva fresca e muito pessoal. A arte electrónica cria «auras», penso que é isso, sobretudo, o que faz. Ou seja, numa mesma peça, qualquer participante ou espectador tem a sua própria viagem dentro da peça. A electrónica ressalta a singularidade da recepção da obra de arte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E se estamos em plena era de construção de «auras», ocorre o seguinte paradoxo: a nível da pintura digital, por exemplo, perdes de facto a «aura» visto que podes fazer quantas cópias desejares; mas se falares de arte interactiva ou de instalações, é o inverso, ganhas «auras».&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Como sabes, a arte electrónica é um campo vastíssimo que inclui todo o tipo de formatos e de estéticas; e a mim, a que me interessa particularmente é a das instalações, que não só podem ser disseminadas pelas redes, como «obrigar» as pessoas as deslocarem-se de modo a terem uma representação de tipo arquitectónico com a peça; doutro modo: o público assiste à peça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Queres dizer que a «aura» já não emana somente da obra, mas igualmente da experiência?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RL-H&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;Exactamente. O público é, hoje e mais que nunca, parte integrante da obra. Sempre o foi, mas durante a época moderna tentou-se a pureza da arte, categorias universais, enquanto que agora se pensa muito no público e na sua integração na obra de arte. Duchamps dizia «o olhar é o quadro», é muito importante entender isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ontem falou-se aqui muito de ética e da cultura das redes. Pensas que estamos a regressar, ou a criar, o inconsciente colectivo? A uma época em que se desvalorizará o indivíduo celebrado pelo romantismo?&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;        &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RL-H&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Creio que estamos, realmente, no fim do humanismo. Estamos no final de um projecto durante o qual se cria, se inventa, o indivíduo, este personagem que está no topo da pirâmede evolutiva. Agora encontramo-nos «dentro» de um ecossistema -- não apenas um ecossistema natural mas também um ecossistema digital -- em que, mais apropriadamente, lhe chamaria «divíduo», quer dizer: alguém que se pode dividir. Quanto estás na rede, todas as personas distintas que constituíem o teu ser podem sair e reluzir. A inter-subjectividade: não és uma pessoa mas todos os que leste, todos os que ouvistes. E isto, digamos, expressa-se preferencialmente através da rede.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Mas, por outro lado, o indivíduo sobrevive a nível estatístico. Quer dizer, estamos num momento em que o indivíduo se converte num x, em pequenos dados dentro das redes. À à medida que evoluiem as redes -- as redes de consenso, as redes democráticas, as redes das relações do tecido social em si mesmo -- estas têm cada vez mais a ver com dados estatísticos. Isso preocupa-me sobremaneira porque não creio que, todavia, exista uma política que possa entender as relações entre os movimentos estatísticos e a verdadeira mudança do Poder. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Voltando à tua pergunta, creio que sim, que há possibilidades de um regresso à uma certa «comunhão». O que seguramente é práctico, é que essa comunhão exista através de um cristal (no sentido de ecrã). Terás o mundo ao alcance da tua mão, mas sempre através do cristal, terás sempre a informação... não filtrada mas... detida por esse cristal, esse obstáculo do ecrã catódico. Eu não sou -- como aliás, penso, todas as pessoas que assistem à CyberConf -- nem pessimista nem optimista em relação à tecnologia. Vejo muitas promessas e vejo muitas ameaças. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pensas que o cristal vai existir durante muito tempo?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RL-H&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sim, creio que continuará a existir, mas a forma como interactuamos com ele irá transformar-se. O que mais odeio no multimédia é o botão. Os ecrãs não existem para ser «apertados» mas sim «acariciados». Um ecrã deve ser uma superfície suave que convide à carícia. Penso que, no futuro, teremos esse tipo de ecrãs. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Há muitas investigações em curso como, por exemplo, eliminar o ecrã catódico e disparar imagens directamente para a retina. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O contexto no qual os computadores são utilizados é demasiado corporativo. Creio que, quando os mostradores e os periféricos mudarem, iremos incorporar na arte e na na computação outro tipo de contexto: a cama, o duche, o parque, a montanha. Isto irá mudar o nosso conceito de computação. Na realidade já o está a fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Vejo, na computação, duas grandes tendências: uma delas, que se tornou clara nos últimos cinco anos, é a ubiquidade -- os computadores miniaturizam-se, desaparecem e estão em todo o lado); a outra, da qual se fala menos, é a da monumentalidade da computação. Ao mesmo tempo que desaparece, encobre-te. Como se fosse uma casa.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Explica-me qual a ideia por detrás da tua última instalação, «O Rastro»?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;        &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RL-H&lt;/span&gt;: O objectivo de «O Rastro» (The Trace) é dar a duas pessoas um espaço real -- ainda que estejam separadas -- não através de um ecrã, mas sim por telepresença, como se fosse uma projecção holográfica. O que tento fazer nesse projecto é, até certo ponto, romper com o interface. Penso que o interface tende a desaparecer. Peter Bible afirmou que metáfora da «janela para o mundo» -- que é a metáfora renascentista para o computador -- se está a converter na «porta para o mundo». O computador como porta. Este é, definitivamente, o campo a que todos nos dirigimos. O teclado, p.e., é um equívoco como forma de comunicar. Não está pensado para a interacção em tempo real, para agir com o corpo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;As propostas ciberpunk não me interessam; ou as de John Perry Barlow quando ontem disse que «somente um mundo de cérebro». Isto é baseado na ideia judaico-cristã da separação da mente e do corpo. Creio que isso não é correcto: o corpo tem de ir para o ciberespaço. Ou mais interessante -- o que tentei em «O Rastro» -- que a virtualidade venha ao nosso corpo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Deixa-me aproveitar a oportunidade para te falar de duas outras ideias que penso fundamentais: a desterritorialização, que nos permite desfazermo-nos do conceito do Estado-nação, destas fronteiras. A outra é a destemporalização: no mundo virtual não só viajamos no espaço como também no tempo. Dou-te um exemplo, há um jogo de Realidade Virtual chamado «Virtus», que traz uma cena do assassinato de Kennedy. Está feito de forma bastante primitiva, mas tu podes assumir o ponto de vista de Kennedy, de Jacqueline, do franco-atirador, dos agentes da CIA. Digamos que podes «visitar» o acontecimento. Isto vai ter implicações muito importantes na forma como entendemos a História. A História é, a meu ver, uma grande construção virtual. E iremos regressar a ela e reconstruí-la. &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas apesar da desterritorialização, pode existir, e cada vez mais, um controlo efectivo dos cidadãos, através dos tais dados estatísticos de que antes falastes...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RL-H&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando falamos em vigilância, em controlo, temos tendência para dizer futuro. Mas na realidade já existem bancos de dados muito concretos dos perfis sócio-económicas das pessoas e das suas preferências.&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado não estou de acordo com Mark Pesce quando ele diz que a solução é que todos nos vigiássemos uns aos outros. Creio que a solução está numa série de tácticas de subversão, dentro das quais salientaria a mentira, que te pode ajudar a criar máscaras, múltiplas identidades.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma coisa é manter dados sobre um indivíduo; outra, sobre um «divíduo»...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;RL-H&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Exactamente (risos), vão ser precisas muitas bases de dados. Nas redes não se está apenas a fazer bases de dados sobre os indivíduos, mas também bases de dados sobre bases de dados. Isto é muito curioso. Há pouco tempo li algures que, neste preciso momento, a grande maioria das comunicações na rede não são comunicações entre pessoas, mas sim comunicações entre máquinas. Ou seja, o VISA fala com bancos, Altavista faz uma relação do que o Lycos tem, etc.,etc., e então ocorre algo realmente curioso: num dado momento, as comunicações do planeta -- pelo menos a grande maioria delas -- vão ser cruzamentos de referências (cross-references) em que as bases de dados se buscam umas às outras numa regressão contínua, até à paralização total. É como apontares uma câmara para o ecrã, vês dentro, dentro, dentro... a base de dados é igual. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O sistema de vigilância global irá completar-se -- não realmente paralizar-se -- mas nunca haverá potência suficiente, velocidade suficiente... estaremos sempre viajando nessa regressão absoluta em que as bases de dados se comunicam para actualizar-se. Isto é uma coisa que me fascina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="color: rgb(153, 0, 0); text-align: justify;" class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;«O Rastro -- presença remota insinuada»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(col. Will Bauer)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(153, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Estudo de «ciber-presença»: as implicações da extensão do corpo e da mente através da telepresença. O espaço virtual e o espaço real, o corpo virtual e o corpo real fundem-se numa nova tele-virtualidade que chega onde a televisão, provavelmente, jamais chegará.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;«Mythosis» &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(153, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;MITOSIS -- Biol. O método habitual de divisão celular. MYTHOSIS -- Neol. Um mito em estado de constante transformação. MITOCHONDRIA -- Biol. Um corpo em forma de fio, que ocorre no citoplasma das células.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="color: rgb(153, 0, 0); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MYTHO-CHONDRIAC -- Neol. Uma pessoa que se preocupa demasiado com os seus próprios mitos. Isigone descreve aqueles entre os Tribalos e os Iliricos capazes de matar olhando com fúria para os olhos de alguém, e como essas pessoas possuiam duas pupilas em cada olho (Antonio de Torquemada, in «The Garden of Curious Flowers», 1570).&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11147259-110986780064601351?l=bakinterview.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bakinterview.blogspot.com/feeds/110986780064601351/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11147259&amp;postID=110986780064601351' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110986780064601351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110986780064601351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bakinterview.blogspot.com/2005/02/rafael-lozano-hemmer-chegmos-ao-fim-do.html' title='RAFAEL LOZANO-HEMMER: &quot;CHEGÁMOS AO FIM DO HUMANISMO&quot;'/><author><name>dr Bakali</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11147259.post-110986862535262840</id><published>2005-02-16T16:38:00.000Z</published><updated>2005-03-03T16:51:17.670Z</updated><title type='text'>CHRISTA SOMMERER &amp; LAURENT  MIGNONNEAU: CRIATURAS INTERACTIVAS</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 102);" class="MsoBodyText"&gt;Christa Sommerer e Laurent Mignonneau passaram por Lisboa para assistirem à inauguração do «Ciberfestival'96 -- Imagens do Futuro», onde está exposta «Interactive Plant Growing», a primeira obra interactiva da dupla. Christa viajou no dia seguinte para Madrid, acompanhando «A-Volve», em exibição na feira de arte ARCO, enquanto Laurent regressava a Quioto, Japão, país onde hoje trabalham, no ATR -- acrónimo de Advanced Telecommunication Research -- no departamento conhecido por Human Information Processing Research Laboratories. &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 102);" class="MsoNormal"&gt;Como já foi aqui referido, «Interactive Plant Growing» é uma das peças mais interessantes de todas as expostas no Forum Telecom até 17 de Março. Conhecia-a há dois anos em Montecarlo, durante o Imagina, e o que surpreende é o «interfacing» com o programa (que desenha plantas num ecrã) ser feito através de um conjunto de plantas reais plantadas em vasos. Uma grande diferença em relação ao banal teclado, substituindo a pressão digital das teclas por uma verdadeira exploração táctil. «A-Volve» vai um pouco mais longe: permite criar criaturas virtuais num espaço real (um aquário), criaturas essas que interactuam entre si (por exemplo: uma &lt;i style=""&gt;espécie &lt;/i&gt;pode tornar-se predadora de outra) levando a que os utilizadores (que se encontram ligados à forma de vida artificial que criaram) também o façam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 102);" class="MsoNormal"&gt;O trabalho destes dois artistas deixa implícito o ecletismo da sua formação. Em resumo: Christa Sommerer é austríaca e estudou botânica na Universidade de Viena. Mais tarde tirou um mestrado de arte (escultura). Laurent Mignonneau nasceu na capital da banda-desenhada, Angouléme, onde terminou vários mestrados de arte que incluíram formação em vídeo e infografia. Em 1992 conheceram-se em Franqueforte, no Institut fur Neue Medien. Juntos, passaram então pelo Electronic Visualisation Lab de Chicago e pelo NCSA -- o National Center for Supercomputing Applications, onde Andressen inventou o Mosaic. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Segue transcrição de uma breve conversa de café, com os dois autores.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Christa Sommerer&lt;/b&gt; -- «Foi em Franqueforte, quando conheci o Laurent, que me surgiu, pela primeira vez, a ideia da interconexão entre as duas áreas que tinha estudado: a escultura e a botânica. Estávamos a estudar com Peter Weibel, e o Laurent fez os &lt;i style=""&gt;interfaces &lt;/i&gt;para o "Interactive Plant Growing", que foi o nosso primeiro projecto.»&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Laurent Mignonneau&lt;/b&gt; -- «A dificuldade foi escrever o programa para que funcionasse em &lt;i style=""&gt;real time. &lt;/i&gt;Fizémos ainda uma segunda instalação, intitulada «Anthroposcope», em que as plantas cresciam ao ritmo da batida cardíaca.»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;CS&lt;/b&gt; -- «Em seguida estivémos um ano e meio em Chicago e no NCSA, onde desenvolvemos o «A-Volve», que foi apresentado na Siggraph, em Orlando.»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;LM &lt;/b&gt;-- «A vida artificial em «A-Volve» é muito mais complexa: as criaturas, conforme a sua forma e volume, emitem sons, tornam-se predadores ou caça, e quando acumulam energia suficiente podem mesmo reproduzir-se sexualmente.»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;CS &lt;/b&gt;-- «O que nos interessa é a interconexão entre o artificial e o humano, a fronteira entre o real e o virtual. As criaturas só existem se tu as criares, antes disso, o ecosistema&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;está &lt;i style=""&gt;morto&lt;/i&gt;. Nesse sentido, és tu que dás uma personalidade às &lt;i style=""&gt;coisas&lt;/i&gt;, elas são uma interpretação de ti próprio.»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;LM &lt;/b&gt;-- «Grande parte do interesse da arte interactiva é quase nada ser pré-decidido pelo artista. No «A-Volve», por exemplo, tudo vai mudando ao mesmo tempo que as pessoas mudam, que se tornam mais familiares com as premissas do sistema. É daí, aliás, que vem o nome (evolve=evoluir).»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;CS &lt;/b&gt;-- «O nosso novo projecto -- em que estamos a trabalhar no Japão -- consiste na &lt;i style=""&gt;linkagem &lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;de dois sites de modo a que os utilizadores possam interactuar a &lt;i style=""&gt;meio caminho&lt;/i&gt;, num espaço virtual e tridimensional. A diferença, por assim dizer, do que já possa existir, é que aqui esse espaço não é pré-determinado. Ele desenvolve-se à medida que interactuas com ele; são as tuas decisões que desenham o ambiente. A comunicação é não-verbal, e acreditamos que possa dar origem a coisas muito interessantes entre pessoas que se descobrem de um modo completamente novo.»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Este projecto, para já intitulado «MIC Exploration Space», será apresentado em Nova Orleãs, em Agosto, na Siggraph deste ano.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-family: arial; color: rgb(153, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.iamas.ac.jp/%7Echrista/"&gt;Homepage de Christa e Laurent&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fundacion.telefonica.com/at/vida/paginas/v3/christa.html"&gt;Life Spacies II&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:arial;" &gt;&lt;a href="http://www2.kah-bonn.de/1/4/0e.htm"&gt;A-Volve&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.medienkunstnetz.de/works/the-interactive-plant-growing/"&gt;Interactive Plant Growing &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11147259-110986862535262840?l=bakinterview.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bakinterview.blogspot.com/feeds/110986862535262840/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11147259&amp;postID=110986862535262840' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110986862535262840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11147259/posts/default/110986862535262840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bakinterview.blogspot.com/2005/02/christa-sommerer-laurent-mignonneau.html' title='CHRISTA SOMMERER &amp; LAURENT  MIGNONNEAU: CRIATURAS INTERACTIVAS'/><author><name>dr Bakali</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
